As 5 melhores práticas para criar porcos com caudas não cortadas
Os especialistas deste grupo temático selecionaram estas cinco melhores práticas a partir da lista inicial de 22 candidatas.
Após esta rodada, na qual as 5 Melhores Práticas foram selecionadas, o processo continuará com a seleção final das 3 Práticas Vencedoras.
Mais material de enraizamento e mudanças no enraizamento.
Ao criar porcos com caudas não cortadas, existe o risco de ocorrência de mordidas na cauda em alguns ou em todos os currais. Quando se observam pequenas mordidas na cauda, caudas pendentes e outros sinais de mordida na cauda, o produtor considera útil alterar o material de fuçar e fornecer mais do que o habitual.
Isso pode ser implementado no dia a dia. A única preparação necessária é garantir que o material para escavação esteja disponível e pronto para os porcos.
Observando e isolando os mordedores
Assim que uma mordida é detectada, o fazendeiro permanece no local para identificar o porco que mordeu, o que pode levar até cinco minutos. Isso evita que a mordida se espalhe para outros animais.
A técnica empregada consiste em identificar os porcos que têm ou não interesse nos rabos de outros porcos.
Um objeto novo é colocado para distinguir os porcos que estão interessados no objeto ou no rabo daqueles que não estão. Isso permite ao fazendeiro identificar os porcos que têm interesse em morder.
Outra opção é pulverizar oxitetraciclina na cauda do porco mordido. Após 10 minutos, o focinho do porco estará colorido.
O porco que mordeu é retirado e isolado em um cercado. Após duas a três semanas, ele é integrado a um grupo de outros porcos que mordem e não há mais mordidas. Quando o recinto é trocado, ele é misturado com outros, de preferência maiores.
Nunca cortei o rabo de um porco e nunca o farei.
Esta fazenda tem espaço para 6,400 porcos em três galpões e emprega quatro pessoas.
A fazenda está combatendo as causas principais da mordida de cauda. Melhoraram as condições de alojamento, oferecendo mais espaço por porco. Instalaram pisos parcialmente ripados. A ventilação precisa ser suficiente para reduzir a umidade. Os porcos têm acesso contínuo à serragem para fuçar e usar como cama. Há também um bastão de madeira grosso em um suporte vertical que eles podem mover e morder. Além disso, uma placa de borracha pendurada no teto por uma corrente serve como brinquedo para eles.
A alimentação é o fator mais importante na prevenção da mordida de cauda. Ração de alta qualidade e comedouros longos que permitam que todos os porcos comam simultaneamente são essenciais. Os porcos são animais sociais e preferem comer juntos. Eles recebem uma dieta líquida composta de cevada, trigo, ervilhas e concentrado.
O controle sanitário também é muito importante. Os porcos são mantidos em instalações fechadas para evitar surtos de salmonela e o contato com javalis. Os calçados são mergulhados em cal queimada ao entrar no galpão, e as roupas são trocadas. Somente as botas da própria fazenda são permitidas dentro do estábulo, e elas são desinfetadas na entrada a cada uso.
Cauda feliz
Consiste em um conjunto de boas práticas que abrangem diferentes aspectos do manejo animal, permitindo evitar o corte da cauda e o corte dos dentes. Em detalhes:
- Canudo: Quase todas as granjas têm piso sólido com palha, incluindo 100% das granjas para suínos com peso entre 7 e 30 kg (15,200 locais x 5 ciclos por ano) e cerca de 70% das granjas para suínos com peso entre 30 e 180 kg (16,500 locais x 1.8 ciclos por ano).
– Espaço: O espaço disponível por porco é pelo menos 30% maior do que o padrão: 0.5 m² por porco (em vez de 0.3 m² por porco) para leitões desmamados (até 30 kg); 1.3 m² por porco (em vez de 1 m² por porco) para suínos em fase de engorda (a partir de 30 kg); 2.6 m² por porca.
- Saúde: Para minimizar o estresse nesse aspecto, a fazenda utiliza 2,700 porcas livres de PRRS de um total de 3,700 e adota medidas rigorosas de biossegurança.
– Controle ambiental: Além do espaço adequado, a fazenda proporciona maior volume para cada porco, promovendo melhor qualidade do ar. Os galpões são organizados em três setores para que os animais possam ser movimentados por rotação, deixando um setor vazio para que a palha seja completamente substituída por tratores a cada 10 dias.
Os níveis de temperatura, umidade, dióxido de carbono e amônia são monitorados constantemente. Medidas corretivas são tomadas quando certos limites são excedidos (por exemplo, o limite de amônia é de 10 ppm), o que pode incluir antecipar a renovação da palha, abrir janelas, aumentar a ventilação e verificar os depósitos de esterco com piso ripado.
Ferramenta de avaliação de riscos
O conhecimento sobre o risco de surtos de mordida de cauda foi reunido para criar a Ferramenta de Avaliação de Risco. Os possíveis fatores de risco são apontados para que o produtor os considere ao se preparar para a produção de suínos com caudas não cortadas. Os fatores de risco foram identificados e descritos, juntamente com recomendações sobre as condições ideais de água, alimentação, material para fuçar, clima, saúde e manejo. Uma lista de verificação está disponível e pode ser levada para a propriedade para que todos os pontos sejam analisados.
Outra parte da ferramenta é um plano de ação. Nele, a fazenda pode descrever os fatores de risco identificados, quando serão tratados e por quem.
Além da avaliação dos fatores de risco e do plano de ação, outra etapa do guia é a implementação de "currais indicadores", onde algumas ninhadas na maternidade são desmamadas com caudas intactas e agrupadas até o abate. Essa avaliação permite identificar se a granja pode começar a produzir mais suínos com caudas intactas. Caso contrário, os fatores de risco identificados devem ser eliminados por meio de um plano de ação e, mais uma vez, os currais indicadores são implementados.