De acordo com o World Pork Map 2026, do Rabobank, o comércio global de carne suína tornou-se cada vez mais fragmentado e competitivo, afastando-se do modelo centrado na China que caracterizou a última década e avançando para uma estrutura mais diversificada e regionalmente distribuída. Após a recuperação da China do choque de oferta provocado pela Peste Suína Africana (PSA), entre 2018 e 2021, os volumes comercializados se estabilizaram em níveis mais baixos desde 2024, refletindo um ambiente de mercado mais equilibrado, porém menos dinâmico.
A China continua sendo o maior importador mundial de carne suína e miúdos, mas sua participação caiu significativamente, de 43% em 2021 para 23% em 2025, reduzindo sua influência sobre os fluxos do comércio global. A queda foi particularmente acentuada nas importações de carne suína, cuja demanda apresentou um enfraquecimento estrutural. Como resultado, outros mercados — especialmente o México — ganharam importância como principais importadores de carne suína.

As importações mexicanas de carne suína cresceram fortemente devido às limitações da oferta doméstica, tornando o México o maior importador mundial de carne suína, excluindo miúdos. Esse crescimento beneficiou principalmente importantes países exportadores, incluindo Estados Unidos, Canadá e Brasil.
27 de agosto de 2026/ Rabobank.
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