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UE: Produção e exportações de carne de porco deverão cair em 2027

Prevê-se uma quebra na produção de carne de porco da UE pela primeira vez desde 2023, e prevê-se que as exportações atinjam o nível mais baixo desde 2015.

25 Setembro 2026
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A detecção de Peste Suína Africana em Espanha, em novembro de 2025, resultou em restrições à exportação e num excesso de oferta de carne de porco no mercado da UE. Prevê-se que esta nova realidade pressione a produção e as exportações de carne de porco durante o segundo semestre de 2026 e ao longo de 2027.

Como a procura de leitões por parte do sector espanhol caiu a pique, os preços dos leitões caíram significativamente em 2026. Em consequência desta baixa dos preços dos leitões, projecta-se que o sector de reprodução da UE inicie 2027 com um efectivo de reprodutoras reduzido e produza menos leitões desmamados no próximo ano. Em termos absolutos, prevêem-se as maiores reduções na produção de leitões para a Alemanha, Países Baixos, Dinamarca e Hungria. Prevêem-se as maiores quebras no abate para Espanha e Alemanha. Com a menor oferta de animais, prevê-se que os abates na UE caiam 0.52% para 229.3 milhões de cabeças, e uma redução no efectivo de suínos de 0.62% para 129 milhões de cabeças.

En 2027, prevê-se uma redução na produção de carne de porco na UE, o que acontecerá pela primeira vez desde 2023. Esperam-se reduções significativas em Espanha, França, Alemanha, Países Baixos e Hungria. Não se prevê um aumento significativo da produção em nenhum dos outros Estados-Membros da UE. Embora se preveja uma queda na produção de carne de porco da UE, espera-se que o consumo na região se mantenha forte, impulsionado pelos preços favoráveis ​​da carne de porco em comparação com a carne de bovino e o peito de frango. Esta procura interna estável sustenta a mudança estratégica do sector da carne da UE, que passa a dar prioridade ao mercado interno do bloco. Os exportadores utilizam agora os canais internacionais principalmente para cortes específicos, que conseguem preços mais elevados no estrangeiro do que na UE. Esta mudança estratégica foi desencadeada, inicialmente, pela redução repentina das importações de carne de porco pela China em 2022, o que expôs a dependência do sector da UE em relação a um único mercado. As importações de carne de porco pela China têm vindo a cair há vários anos consecutivos e poderão atingir, em 2026, o nível mais baixo desde 2016. Para 2027, prevê-se que as importações chinesas de carne de porco se mantenham estáveis, uma vez que a menor produção interna compensará a procura em declínio.

Mesmo que a procura chinesa de importações recupere, é pouco provável que o sector da carne de porco da UE beneficie plenamente, dado o crescente foco da UE no seu próprio mercado interno. Além disso, o sector da UE enfrenta uma forte concorrência do Brasil e dos Estados Unidos no mercado chinês, cenário agravado pelas tarifas impostas pela China à carne de porco proveniente de Espanha, Países Baixos e Alemanha. A 5 de Setembro de 2025, o ministério chinês estabeleceu tarifas anti-dumping que variavam entre 15,6% e 62,4%, com efeitos a partir de 10 de Setembro. Paralelamente, os exportadores da UE não conseguiram alargar significativamente os envios de carne de porco para outros países terceiros na última década. Embora a Espanha tenha sido, durante muito tempo, o principal produtor da UE a expandir proactivamente a sua presença global, a detecção de Peste Suína Africana (PSA) travou as expectativas iniciais de produção e exportação. Ao mesmo tempo, os sectores dinamarquês, holandês e belga enfrentam reformas radicais impostas pelos respectivos governos

Em 2027, as exportações de carne de porco da UE prevê-se que caiam 100 mil tons equivalente carcaça, levando-as para o seu nível mais baixo desde 2015.

16 de Setembro de 2026/ USDA/ Estados Unidos.
https://www.fas.usda.gov

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