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Milho e soja: projeções para a safra 2026/2027 USDA – junho de 2026

Em sua última atualização, o milho consolida um cenário de ajuste produtivo para o ciclo 2026/27: a queda na safra dos EUA e da Argentina supera amplamente os avanços do Brasil e da China, pressionando também para baixo as exportações e os estoques mundiais. As projeções mais recentes para a soja, por outro lado, mantêm um cenário expansivo impulsionado pelo Brasil e pelos EUA, com uma produção global que chegaria a um novo recorde histórico, apesar da leve retração dos estoques finais.

Gráfico 1: Proyección de cosecha para los principales productores mundiales de maíz y soya - campaña 2026/27 versus ciclo 2025/26 - última actualización: 11 de junio de 2026.
Elaborado por el Departamento de Economía y Sostenibilidad de 333 Latinoamérica con datos de FAS - USDA
Gráfico 1: Proyección de cosecha para los principales productores mundiales de maíz y soya - campaña 2026/27 versus ciclo 2025/26 - última actualización: 11 de junio de 2026.
Elaborado por el Departamento de Economía y Sostenibilidad de 333 Latinoamérica con datos de FAS - USDA
19 Junho 2026
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Apresentamos os principais destaques das estimativas de grãos e oleaginosas para a safra 2026/27, publicadas pelo USDA no último dia 11 de junho de 2026:

Milho

Produção

  • A produção mundial de milho para a safra 2026/27 ficaria em torno de 1.300,4 milhões de toneladas (Mt), o que representa uma queda de 2,0% em comparação ao ciclo 2025/26, cuja última estimativa consolida 1.326,7 Mt.

  • Para os EUA, a produção alcançaria 406,3 Mt, com queda de 6,0% em relação à safra anterior (432,3 Mt), enquanto a China aumentaria sua colheita em 1,9%, chegando a 307,0 Mt. Por sua vez, a União Europeia cresceria 1,2%, com 57,5 Mt, enquanto a Ucrânia, com 30,0 Mt, registraria queda de 2,9% frente às 30,9 Mt consolidadas no ciclo anterior.

  • Para as safras sul-americanas, o Brasil chegaria a 139,0 Mt, crescendo 0,7% em comparação à safra 2025/26 (138,0 Mt), enquanto a Argentina teria uma colheita em torno de 55,0 Mt, volume 9,8% inferior ao do ciclo anterior (61,0 Mt).

Exportações

  • As exportações mundiais de milho se reduziriam em 4,3% nesta nova safra, consolidando 207,6 Mt.

  • Os EUA liderariam a atividade exportadora, com 80,0 Mt, registrando queda de 5,3% em relação à safra anterior (84,5 Mt). Em seguida viriam Brasil, Argentina e Ucrânia, com 44,0; 38,0 e 23,0 Mt, respectivamente.

Importações

  • Em nível global, as importações de milho passariam de 197,6 Mt na safra 2025/26 para 199,6 Mt neste novo ciclo, o que representa um aumento de 1,0%.

  • O México seria o maior importador de milho, com 27,7 Mt e crescimento de 2,6% em comparação à safra anterior (27,0 Mt).

  • A União Europeia alcançaria 19,5 Mt, com aumento de 5,4% frente ao ciclo 2025/26 (18,5 Mt), enquanto o Japão se manteria estável em 15,5 Mt. Já o Vietnã registraria avanço de 12,6% em relação ao ciclo anterior (13,5 Mt), chegando a 15,2 Mt.

  • A Colômbia aumentaria suas importações de milho em 2,4%, alcançando 8,6 Mt neste novo ciclo.

Estoques

  • Os estoques finais se reduziriam em 7,3% em nível global, ficando em 281,2 Mt. Para os EUA, as existências cairiam 8,6%, enquanto China e Brasil registrariam retrações de 6,7% e 9,8%, respectivamente.

Soja

Produção

  • A produção global de soja para o ciclo 2026/27 alcançaria um novo recorde, ao consolidar 441,3 Mt, o que representa crescimento de 2,8% frente à safra anterior (429,2 Mt).

  • As estimativas para as safras sul-americanas indicam aumento de 3,3% para o Brasil, que alcançaria 186,0 Mt, enquanto, para a Argentina, a produção se manteria em 50,0 Mt, sem variação em relação ao ciclo anterior.

  • O Paraguai reduziria sua produção em 8,3% em relação à safra 2025/26 (12,1 Mt), consolidando uma colheita de 11,1 Mt.

  • Para os EUA, estima-se uma safra de 120,7 Mt, o que significaria crescimento de 4,1% frente ao ciclo anterior (116,0 Mt).

Exportações

  • As exportações mundiais de soja aumentariam 1,3% nesta nova safra, consolidando 189,2 Mt.

  • A atividade exportadora seria liderada pelo Brasil, com 117,5 Mt, volume 2,2% superior ao registrado no ciclo 2025/26 (115,0 Mt), enquanto os EUA alcançariam um volume de exportações de 44,4 Mt, indicando crescimento de 7,9% frente à safra anterior (41,1 Mt).

  • Para a Argentina, projetam-se exportações de 6,2 Mt, número que representa queda de 31,1% em relação ao ciclo anterior (9,0 Mt).

Importações

  • As importações globais de soja passariam de 185,0 Mt no ciclo 2025/26 para 188,0 Mt nesta nova safra, o que significa aumento de 1,6%.

  • A China importaria 114,0 Mt, volume 1,8% acima do total da safra anterior (112,0 Mt), enquanto a União Europeia consolidaria 13,2 Mt, indicando queda de 4,3% frente à safra anterior (13,8 Mt).

  • Para o México, seriam esperadas importações de 6,8 Mt neste ciclo, o que representa crescimento de 0,7% em relação à safra anterior (6,7 Mt).

Estoques

  • Os estoques finais da oleaginosa se reduziriam levemente em nível mundial, consolidando 124,9 Mt, volume 0,5% abaixo do ciclo anterior (125,5 Mt). Para os EUA, os estoques cairiam 8,7%, enquanto China e Brasil apresentariam retrações de 0,2% e 0,8%, respectivamente. A Argentina seria a exceção, com crescimento de 1,7% em seus estoques finais.

Departamento de Economia e Sustentabilidade 333 Latinoamérica/ USDA/ Estados Unidos.
https://apps.fas.usda.gov

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