Os preços globais da carne suína permanecem baixos devido à demanda estagnada e ao excesso de oferta. O sentimento do mercado está enfraquecido nas principais regiões produtoras, uma vez que os preços, de modo geral, continuam inferiores aos registrados nos anos anteriores. O principal motivo é o excesso de oferta, embora suas causas variem de acordo com a região.
- Na China, a oferta aumentou devido à expansão da capacidade produtiva e aos ganhos de produtividade registrados nos últimos cinco anos.
- Na Europa, os preços da carne suína permanecem baixos, já que as exportações da Espanha continuam limitadas por sua situação em relação à peste suína africana, fazendo com que uma quantidade maior de carne suína precise ser absorvida pelo mercado regional. Além disso, a produção europeia de carne suína aumentou, o que também contribui para a pressão sobre os preços.
- Na América do Norte, a oferta está moderadamente acima da registrada no ano passado, enquanto a demanda permanece fraca. Em todas as regiões, os avanços na produtividade desempenham um papel importante no crescimento da oferta, pois os produtores têm concentrado seus esforços na redução de custos e no aumento da eficiência.
Olhando para os próximos meses, espera-se que a redução em curso do plantel de matrizes da China resulte em uma diminuição da oferta a partir de meados ou do final do terceiro trimestre. No entanto, qualquer recuperação dos preços na China provavelmente será moderada, considerando que a demanda continua fraca. A América do Norte também deverá registrar alguma melhora no quarto trimestre, ou possivelmente antes.

O comércio deverá permanecer estável no segundo semestre do ano, embora mudanças estruturais continuem em andamento. Os padrões de exportação estão mudando, uma vez que a participação da Europa no mercado diminuiu após os problemas sanitários e o enfraquecimento da demanda chinesa, enquanto o Brasil ampliou rapidamente sua participação.
Ao mesmo tempo, os padrões de importação também estão evoluindo, com México e Filipinas aumentando significativamente suas compras e a China reduzindo os volumes importados. O comércio continua vulnerável à evolução das doenças, às incertezas geopolíticas e aos ajustes nas políticas comerciais.
Embora o Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA) continue plenamente em vigor, a decisão dos Estados Unidos de não prorrogar o acordo aumenta a incerteza sobre as decisões de investimento na América do Norte, mas apresenta implicações comerciais limitadas no curto prazo.
As Filipinas suspenderam oficialmente a proibição nacional às importações de carne suína da Espanha. As tarifas antidumping aplicadas pela China às importações de carne suína da União Europeia, combinadas com o excesso de oferta no mercado chinês, resultaram em uma queda de 29% nos primeiros cinco meses do ano.
Todos esses acontecimentos indicam que a volatilidade do comércio continuará durante o segundo semestre de 2026.
23 de julho de 2026/ Rabobank.
https://www.rabobank.com/





