O Índice de Preços dos Cereais da FAO atingiu uma média de 113,8 pontos em Julho, um aumento de 3,8 pontos (3,4%) face a Junho e 7,3 pontos (6,9%) acima do nível de Julho de 2025.
Os preços globais do trigo subiram 5,8%, ficando 9,9% acima do nível do ano anterior, no meio de crescentes preocupações com as contínuas interrupções nos fluxos de exportação do Mar Negro e danos nas infraestruturas de exportação, agravados ainda mais pelo impacto das recentes ondas de calor na produtividade agrícola em vários países produtores importantes.

Os preços mundiais do milho também aumentaram, 3,6% em relação a Junho, impulsionados pelas preocupações com o clima quente e seco em partes do Corn Belt dos Estados Unidos e pelos efeitos indirectos de mercados de energia mais firmes, no meio de tensões geopolíticas crescentes.
Os preços internacionais do sorgo subiram ligeiramente, acompanhando o aumento dos preços do milho nos Estados Unidos.
Em contrapartida, os preços da cevada caíram 1,9%, uma vez que as perspetivas favoráveis para as culturas na Austrália e na região do Mar Negro mais do que compensaram as perdas de produtividade relacionadas com o calor na União Europeia.
Por outro lado, o Índice de Preços do Arroz da FAO manteve-se praticamente estável em Julho de 2026, dado que um ligeiro aumento das cotações da variedade Indica foi compensado pela descida dos preços, impulsionada pela procura, de todas as outras principais variedades de arroz comercializadas.
7 de Agosto de 2026/ FAO.
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