O Índice de Preços da Carne da FAO atingiu uma média de 129,4 pontos em abril, um aumento de 1,6 pontos (1,2%) em relação a maio e 7,8 pontos (6,4%) acima do nível de há um ano, estabelecendo um novo recorde. O aumento foi impulsionado pela subida dos preços em todas as categorias de carne, exceto na carne de borrego, que se manteve praticamente estável.
- Os preços da carne de bovino atingiram um novo recorde, impulsionados pela subida dos preços de exportação no Brasil, por entre a oferta limitada de gado pronto para abate, reflexo da contínua reconstrução do efetivo. Outro factor crucial foi a forte procura internacional, principalmente por parte da China, onde as quotas de importação, sob um novo regime de salvaguardas de três anos, estão a esgotar-se rapidamente.
- Os preços da carne de porco também subiram, impulsionados por cotações mais elevadas na União Europeia, no meio do aumento da procura sazonal, no entanto, este aumento foi parcialmente compensado por preços mais baixos no Brasil devido à oferta abundante.

Índice de carne de porco da FAO Fonte: FAO - Os preços da carne de aves subiram, impulsionados por cotações mais elevadas no Brasil, uma vez que o forte interesse de compra de vários mercados africanos compensou largamente a queda das vendas para o Médio Oriente, onde as limitações logísticas e de transporte obrigaram ao desvio dos envios através do Mar Vermelho.
- Os preços da carne de ovino permaneceram praticamente inalterados, uma vez que os preços mais elevados na Austrália, devido à escassez de oferta para exportação, foram compensados pelos preços mais baixos na Nova Zelândia, devido à redução da procura por parte da China, o seu principal destino de exportação.

8 de maio de 2026/ FAO.
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