A Ourofino Saúde Animal encerrou 2025 com desempenho acima da média do mercado em todas as divisões, mas foi na suinocultura que os números mais chamam a atenção. Segundo o Relatório Anual 2025 da companhia, a divisão de aves e suínos registrou crescimento médio anual (CAGR) de 35,3% nos últimos três anos (2023–2025), ante 11,0% do mercado no mesmo período, atingindo 8,1% de participação nesse segmento. No consolidado, a receita líquida do grupo alcançou R$ 1,2 bilhão, com EBITDA ajustado de R$ 282,5 milhões.
Imunocastração
O principal lançamento da Ourofino para a suinocultura em 2025 foi a LeanVac, vacina de imunocastração suína que posiciona a companhia como a primeira empresa brasileira e a segunda no mundo a oferecer essa tecnologia. A solução elimina a necessidade de castração cirúrgica nos primeiros dias de vida, reduzindo a exposição à dor, ao estresse e ao risco de infecções decorrentes do procedimento.

O mecanismo é baseado na supressão temporária da função testicular por resposta imunológica, prevenindo o odor sexual da carne do macho inteiro sem comprometer o desempenho produtivo. Na prática, além do ganho em bem-estar, o suinocultor passa a contar com uma alternativa que simplifica o manejo neonatal e tende a gerar melhor conversão alimentar nos machos.
A chegada dessa tecnologia ao mercado nacional é relevante não apenas pela inovação em si, mas porque atende a uma demanda crescente de redes varejistas e mercados exportadores europeus que já exigem, ou vêm exigindo, a eliminação progressiva da castração cirúrgica sem analgesia.
Safesui Glässer One: dose única com proteção heteróloga
Outro lançamento de impacto direto na cadeia suinícola foi a Safesui Glässer One, descrita pela Ourofino como a primeira vacina do mundo de dose única com proteção heteróloga contra a doença de Glässer, cobrindo aproximadamente 96% dos agentes circulantes no Brasil.
A redução de duas para uma dose tem efeito prático duplo: diminui o número de manejos por animal, o que significa menos estresse, menos risco de lesão e menor custo de mão de obra, além de reduzir o volume de material biológico aplicado por ciclo produtivo. Em sistemas intensivos com alta densidade, a simplificação de protocolos vacinais tem impacto direto na viabilidade operacional das granjas.
P&D e CPV: novos investimentos em infraestrutura suína
A companhia destinou 6,4% da receita líquida para Pesquisa e Desenvolvimento, um dos maiores percentuais do setor no Brasil, e concluiu em 2025 a revitalização completa da instalação de suínos do Centro de Pesquisa Veterinária (CPV), em Guatapará (SP). Uma nova estrutura foi aprovada para construção com entrega prevista para 2026, o que deve ampliar a capacidade de estudos e o pipeline de projetos para a espécie.
O CPV obteve, ainda, a acreditação internacional da AAALAC (Association for Assessment and Accreditation of Laboratory Animal Care) sem nenhuma não conformidade, reconhecimento pouco frequente no Brasil e que referenda a qualidade dos processos de pesquisa em animais de produção e laboratório conduzidos pela companhia.
Gestão ambiental e rastreabilidade da cadeia
No aspecto socioambiental, a operação de Cravinhos (SP) opera com 100% de energia elétrica de fonte renovável, e a companhia compensou em 2025 449,94 toneladas de papel e 15,69 toneladas de plástico de embalagens recicláveis no Brasil, por meio de iniciativas de logística reversa atestadas por entidades certificadoras.
O relatório está disponível no site da Ourofino Saúde Animal e foi elaborado em conformidade com as Normas GRI (Global Reporting Initiative), com auditoria independente das informações.
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