A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (15), do “Fórum Javali - Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, produção, meio ambiente e manejo em uma estratégia integrada”.
O evento reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA/SP), da Embrapa, especialistas e empresas que atuam no controle da espécie. A programação abordou, de forma integrada, questões de sanidade, produção, meio ambiente e manejo.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, destacou medidas como a simplificação de normas, desburocratização, rastreabilidade, segurança jurídica, capacitação para manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, além do uso de novas tecnologias e monitoramento.
Em sua apresentação, Julio Daniel do Vale, especialista da CNA, destacou que a gestão do javali vai além da caça e exige planejamento, monitoramento, continuidade e estratégias de controle adequadas a cada cenário.
Segundo levantamento da Faesp com 76 Sindicatos Rurais, 85,5% das regiões representadas pelas entidades que responderam à pesquisa registram a presença de javalis nas lavouras. A espécie provoca prejuízos à atividade rural e preocupação sanitária, enquanto produtores e sindicatos ainda enfrentam dificuldades para realizar o controle.
Segundo ele, em áreas sem a presença da espécie, a prioridade deve ser a prevenção, já onde há baixa densidade, a erradicação e, em locais com alta concentração, a contenção e a análise dos danos. O consultor também apontou que o Brasil possui a oportunidade de fortalecer a biosseguridade, além da criação de um modelo nacional de controle e o uso de tecnologias para monitoramento, captura e rastreabilidade.
15 de setembro de 2026/ CNA/ Brasil.
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