O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marcelo Bertoni, afirmou, na quarta (8), que a transição energética mundial não será feita sem o agro brasileiro e que o setor não quer apenas participar dessa transformação, mas ser o protagonista.
Em seu discurso, Bertoni destacou que a aviação e a navegação estão entre os setores que mais precisam avançar na agenda de descarbonização e o Brasil surge como alternativa nesse processo. “Nós temos biomassa, matéria-prima, tecnologia, pesquisa e produtores rurais preparados para fazer parte dessa transformação”.

Segundo o vice-presidente da CNA, o produtor brasileiro já mostrou ao mundo que é capaz de produzir alimento com eficiência e sustentabilidade. Entretanto, as oportunidades só vão se transformar em investimentos e renda se houver segurança jurídica, regras claras, certificação adequada e mercado.
Durante sua fala, o vice-presidente ressaltou que, para a CNA, o Brasil não deve ser apenas fornecedor de matéria-prima, mas também desenvolvedor de tecnologia, produtor de biocombustíveis e gerador de emprego e renda no país.
Em seguida, o diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, afirmou que não existe transição energética sem o agro e que o Brasil deve se tornar líder mundial na produção de biocombustíveis nos próximos anos.
Durante seu discurso, Donizete disse que atualmente existe uma alta demanda interna e externa de Bunker (combustível marítimo) e que o Brasil tem condições de atender esse consumo. “Cada litro de biocombustível que nós produzimos temos uma agregação de valor significativa em toda a cadeia produtiva”
Ainda em sua fala, o diretor da Ubrabio ressaltou a necessidade de melhorar o ambiente de negócios, a qualidade técnica e as boas práticas de produção para tornar os biocombustíveis um patrimônio nacional.
08 de julho de 2026/ CNA/ Brasil.
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