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Tréguas Pascais no mercado à espera de novas subidas

A cotação dos porcos em Portugal subiu 0,03€ para 1,892€/kg carcaça, na primeira quinzena de Abril, na Bolsa do Porco.

16 de Abril de 2026

A cotação dos porcos em Portugal subiu 0,03€ para 1,892€/kg carcaça, na primeira quinzena de Abril, na Bolsa do Porco. Após a boa subida da cotação que ocorreu desde meados de Fevereiro, a aproximação da Semana Santa fez, como já é habitual e tradicional, com que houvesse alguma contenção na subida da cotação já que é uma época do ano em que há menos dias de abate e menos consumo de carne de porco.

Agora, e após esta “paragem” pascal, é natural que a cotação volte a subir depois de se absorverem alguns porcos que ficaram por abater e que o mercado volte à sua fluidez normal, até porque se espera um período com menor oferta de porcos para abate, daqui em diante.

Em Espanha também se espera menor oferta de porcos daqui até ao verão, pois houve menores entradas de leitões nas engordas depois do aparecimento da PSA em Espanha, com a consequente previsibilidade da subida das cotações. Se em Espanha sobe a cotação, aqui também subirá.

Um dado importante a ter em conta no mês de Abril é que é um mês “limpo” de feriados a meio da semana, pelo que o próximo feriado que haverá, durante a semana, é o dia 1 de Maio. Portanto, o calendário permitirá que, rapidamente, se absorvam os porcos atrasados.

Em todo o caso, há um dado que está a impactar nos consumos de carne e que tem que ver com o aumento dos custos da energia, leia-se combustíveis. Os orçamentos familiares irão começar a ressentir-se dos gastos adicionais nos combustíveis e veremos que impacto terão nas reduções do consumo de carne

Por outro lado, o aumento do preço dos combustíveis está a impactar, também, no aumento dos custos de produção quer na produção de porcos (aumento das matérias-primas para produção de rações e no custo de transporte para matadouro), quer na produção e distribuição de carne por parte dos matadouros e salas de desmancha. Portanto, toda a Fileira está a sofrer com esta situação, tornando-se menos competitiva. Veremos se as negociações de paz dão resultados e possa haver um alívio nos preços do petróleo de forma a baixar os preços dos refinados ao consumidor. Em todo o caso, analistas do mercado do petróleo têm dúvidas que o preço do barril possa baixar, nos tempos mais próximos, dos 90 dólares.

Entretanto, voltou a ser declarado 1 foco de Peste Suína Africana na Saxónia (Alemanha), depois de este Estado ter sido declarado livre da doença no passado mês de Fevereiro (tinha estado 1 ano sem que tivesse aparecido qualquer foco da doença naquele Estado alemão). Veremos que impacto este reaparecimento da doença trará ao mercado do porco alemão e, em consequência, aos mercados dos seus países vizinhos que são fortemente influenciáveis pelo mercado alemão.

Outro dado muito importante a ter em conta, no comércio com Países Terceiros, que a China tem vindo a baixar a sua cotação do porco e que esta já está ao nível da cotação espanhola, o que poderá ter forte influência na redução das compras chinesas de carne de porco à U.E.. Se isto acontecer, Portugal poderá ser um dos prejudicados, ainda por cima considerando que a China foi, segundo informa a FPAS, o principal mercado de exportação da carne de porco portuguesa no 1º trimestre de 2026. Esta é uma situação a acompanhar com atenção.

No que diz respeito à evolução das cotações europeias do porco, em Espanha a cotação subiu 0,025€/kg PV (+0,033€kg carcaça) para 1,27€/kg PV na primeira quinzena de Abri (1,693€/kg carcaça). De acordo com as informações da Mercolérida, o peso subiu 950g em carcaça nesta quinzena.

Na Alemanha a cotação manteve-se em 1,70€/kg carcaça na primeira quinzena de Abril. Os pesos em carcaça baixaram 400g para 98,1kg. Apesar da redução dos dias de abate, o mercado da carne de porco continua geralmente equilibrado. Por vezes, são oferecidos prémios para garantir o fornecimento de porcos, mas o preço recomendado mantém-se inalterado em 1,70 €/kg. O mercado da carne continua cauteloso, com necessidades limitadas de reposição e stocks ainda disponíveis. As temperaturas frias atrasaram o início da época dos churrascos. O comércio continua lento, sem pressão particular sobre os diferentes cortes.

Nos Países Baixos a cotação manteve-se em 1,41€/kg carcaça na primeira quinzena de Abril.

Na Bélgica a cotação manteve-se em 1,32€/kg PV na primeira quinzena de Abril. Os preços da carne permaneceram estáveis, apesar de algumas tensões nalguns matadouros. O peso aumentou ligeiramente (+300g), mas continua abaixo dos pesos do ano passado. O mercado da carne está menos dinâmico, com a oferta ainda a superar a procura e os preços a descer para algumas peças.

Na Dinamarca a cotação manteve-se em 1,26€/kg carcaça na primeira quinzena de Abril.

Em França, a cotação subiu 0,013€/kg carcaça para 1,433€/kg carcaça na primeira metade de Abril. Os pesos baixaram 400g e fixaram-se nos 97,5kg, encontrando-se 900g acima do peso de 2025. Apesar da Semana Santa, houve uma descida dos pesos e, daí, condições para a ligeira subida da cotação. Haverá 2 semanas completas de abate em França, antes de se entrar em Maio, mês em que haverá uma série de feriados que poderão complicar o mercado do porco. Portanto, é conveniente que nestas duas semanas de Abril haja um alívio de pesos para o que possa ocorrer em Maio.

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