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Efeito da suplementação com diferentes níveis de óxido de zinco e probióticos em suínos

A suplementação com probióticos como estratégia para reduzir a utilização de doses elevadas de óxido de zinco e melhorar a eficiência produtiva em suínos.

5 Novembro 2026
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Os suínos, desde o desmame até ao abate, enfrentam desafios relacionados com a saúde intestinal, o desempenho produtivo e a sustentabilidade ambiental. A suplementação alimentar com óxido de zinco (ZnO) e probióticos pode ser uma estratégia nutricional para manter a produtividade, reduzindo a necessidade de níveis elevados de ZnO.

Objetivo: O presente estudo avaliou os efeitos da suplementação dietética com ZnO combinada com probióticos no desempenho de crescimento, características fecais, qualidade da carne e emissões de gases nocivos em suínos desde o desmame até à engorda.

Métodos: Um total de 200 leitões desmamados (peso 6,65 ± 0,66 kg) foram distribuídos aleatoriamente por quatro tratamentos alimentares com dez parques por tratamento. Os tratamentos foram: TRT1, dieta basal + ZnO 75 ppm; TRT2, dieta basal + ZnO 75 ppm + probióticos (0,3% no início e 0,1% depois); TRT3, dieta basal + ZnO 2500 ppm no início e 75 ppm durante a engorda; e TRT4, dieta basal + ZnO 2500 ppm + probióticos (0,3% no início e 0,1% depois). Foram medidos o desempenho do crescimento, o índice fecal, as emissões de gases nocivos, a composição da microbiota e a qualidade da carne.

Resultados: Os grupos suplementados com probióticos (TRT2 e TRT4) apresentaram maior peso e maior ganho médio diário nas semanas 18 e 22, bem como maior consumo médio diário de ração ao longo do período experimental, comparativamente aos grupos TRT1 e TRT3. Além disso, estes grupos exibiram menores emissões de amoníaco e sulfureto de hidrogénio nas fases finais de produção. Não foram observadas diferenças entre os tratamentos na pontuação fecal ou nos parâmetros de qualidade da carne. No entanto, a suplementação com ZnO combinada com probióticos melhorou a diversidade da microbiota intestinal, incluindo os índices de diversidade alfa e beta, aumentou a abundância de grupos bacterianos benéficos, como Firmicutes, Prevotella e Lactobacillus, e reduziu a presença de bactérias potencialmente patogénicas, como Clostridium sensu stricto 1.

Conclusão: Os resultados indicam que a combinação de probióticos com níveis reduzidos de óxido de zinco melhora o desempenho produtivo, modula a composição da microbiota intestinal e contribui para a sustentabilidade ambiental, reduzindo as emissões de gases nocivos. Estas descobertas apoiam a suplementação com probióticos como uma estratégia nutricional para reduzir a dependência de doses elevadas de óxido de zinco e melhorar a eficiência produtiva em suínos.

Biswas S, Kim MH, Cho S, Kim IH. Impact of zinc oxide levels and probiotic supplementation in weaning-to-finishing pig diets: productivity, gut microbial composition, and environmental implications. Journal of Animal Science and Technology. 2026; 68(3): 814-840. https://doi.org/10.5187/jast.2025.e33

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