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Vacinas contra Actinobacillus pleuropneumoniae em suínos

Neste artigo são descritas as características das vacinas utilizadas para prevenir doenças causadas por Actinobacillus pleuropneumoniae (App) em suínos.

19 Outubro 2026
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Actinobacillus pleuropneumoniae (App) é o agente causador da pleuropneumonia suína, uma das principais doenças respiratórias nos suínos em crescimento e engorda.Estão disponíveis no mercado diversas vacinas . As principais diferenças residem na sua composição.

Tipo de vacina segundo a sua composição

  • Vacinas bacterianas inactivadas inteiras: estas contêm células inactivadas de A. pleuropneumoniae pertencentes a um ou mais serotipos, com o objectivo de induzir imunidade activa contra os serotipos incluídos.
  • Vacinas à base de toxóides Apx (Apx I, Apx II, Apx III): são formuladas com toxinas inactivadas produzidas por App e, em alguns casos, combinadas com proteínas da membrana externa (OMPs). Geralmente, abrangem todos os serotipos. Os anticorpos produzidos por estas vacinas têm como alvo as toxinas, e não as bactérias, e, por isso, apenas as impedem de causar lesões.
  • Vacinas combinadas (bacterinas + toxóides + antigénios de superfície): estas incluem bacterinas de vários serotipos juntamente com toxóides Apx e antigénios de membrana.

Todas as vacinas são monovalentes. Não existem vacinas combinadas para o Actinobacillus pleuropneumoniae e outros agentes.

Indicações de uso

Todas as vacinas têm como objectivo reduzir a mortalidade e os sinais clínicos e lesões da pleuropneumonia.

É importante salientar que, dependendo da sua composição e da informação do produto, estas indicações incluem todos os serotipos conhecidos de Actinobacillus pleuropneumoniae e, noutros casos, apenas os serotipos incluídos na vacina.

Via de administração e posologia

Todas as vacinas são administradas por via intramuscular e requerem sempre vacinação e revacinação com um intervalo de 2 a 4 semanas.

Para as vacinas de leitões, a recomendação é vacinar a partir das 6 a 7 semanas de idade (entre as 6 e as 10 semanas, de acordo com algumas fichas técnicas).

As vacinas autorizadas para as porcas indicam a vacinação entre as 8 e as 6 semanas antes do parto e a revacinação 3 a 4 semanas depois.

Uma apresentação específica inclui na sua posologia a vacinação dos porcos em fase de engorda à chegada à exploração e a revacinação 3 semanas depois.

Estabelecimento e duração da imunidade

Na maioria dos casos, a imunidade inicia-se entre 2 e 4 semanas após a segunda dose, embora existam alguns casos em que a imunidade se desenvolve logo três semanas após a primeira dose.

A duração da imunidade varia, podendo ser desde pelo menos 11 semanas até 16 ou 22 semanas após a revacinação.

Uso na gestação e lactação

Existem também diferenças neste aspecto, dado que algumas vacinas são apenas para utilização em suínos entre as 6 e as 10 semanas de idade, não sendo recomendada a sua utilização em porcas gestantes e lactantes. Outra apresentação comercial é permitida para utilização durante a gestação, mas não durante a lactação, enquanto uma terceira é adequada tanto para a gestação como para a lactação, embora a revacinação 3 a 4 semanas antes do parto seja recomendada para aumentar os níveis de anticorpos em porcas gestantes e nulíparas.

Redação 333

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