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FAO e USDA unem esforços para conter PSA na República Dominicana

O Plano Nacional de Biossegurança Suína certificou que as explorações que produzem 25% da carne de porco comercial do país irão arrecadar 40 milhões de dólares em dois anos.

15 Abril 2026
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A República Dominicana está a avançar no controlo da peste suína africana (PSA) com resultados concretos: as explorações com certificação de biossegurança permaneceram livres da doença, enquanto as que não têm estas medidas têm entre duas a cinco vezes mais probabilidades de testar positivo para o vírus. Esta informação foi divulgada pela FAO, a 13 de abril de 2026, numa atualização do Plano Nacional de Biossegurança Suína, implementado desde 2023 com o apoio técnico e financeiro do USDA-APHIS, do Ministério da Agricultura da República Dominicana e da Direção-Geral de Pecuária.

O país confirmou a presença de PSA em 2021, tornando-se o primeiro caso no Hemisfério Ocidental em mais de quatro décadas, o que desencadeou alertas em toda a América Latina e Caraíbas. Desde então, o plano registou 637 explorações (mais de 80% da produção nacional), formou mais de 10.000 produtores em práticas de biossegurança e distribuiu kits com elementos de proteção e saneamento. As explorações responsáveis ​​por 25% da produção comercial de carne de porco do país já possuem certificação oficial de biossegurança.

O impacto económico da PSA explica a magnitude do investimento: o USDA alocou mais de 84 milhões de dólares ao programa, em parte para proteger a sua própria indústria suína, avaliada em mais de 74 mil milhões de dólares. A FAO estima que as medidas implementadas tenham evitado perdas de até 40 milhões de dólares nas explorações participantes nos últimos dois anos, representando um retorno de dez vezes o investimento.

O plano incorporou também a inteligência artificial (IA) num sistema piloto de gestão de biossegurança. Durante um período de dois meses, no final de 2025, o sistema acompanhou mais de 6.110 movimentações de animais em três zonas de produção da exploração comercial, construindo uma rede epidemiológica para antecipar possíveis vias de transmissão.

A experiência dominicana interessa diretamente ao resto da América Latina: num país onde mais de 80% dos suínos são criados por pequenos produtores, o modelo demonstra que a biossegurança por etapas (da exploração ao abate e transporte) é viável e economicamente eficaz. A FAO e o USDA propõem replicar esta abordagem noutros países da região como referência para o combate à ameaça da PSA, dado que um surto poderá colapsar a cadeia de produção de carne de porco.

Uma segunda fase do programa procurará alargar a certificação aos matadouros e aos sistemas de transporte de animais, além de reforçar a vigilância ativa da doença.

13 de abril de 2026 | FAO | https://www.fao.org/newsroom/es

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