Para alcançar o máximo potencial de crescimento considera-se que os animais devem receber dietas com elevada concentração energética, embora não se conheça bem como afecta o custo final, esta melhoria de rendimento através de uma subida de conteúdo energético. No Canadá foram realizados 4 estudos com leitões desmamados com resultados surpreendentes: as dietas com energias mais altas não melhoravam o crescimento dos leitões ainda que implicassem custos muito mais elevados.
Num estudo mais recente com 300 porcos (150 castrados e 150 fêmeas) dos 31 aos 115 kg de PV, em três fases: fase I = 25-50kg; fase II = 50-80kg e fase III = 80-115kg, foram comparados 5 níveis de energia, de 3.090 kcal ED / kg a 3.570 kcal ED / kg. A relação lisina:ED foi mantida constante (segundo sexos e fase de alimentação). As dietas foram fabricadas com cevada, trigo, farinha de soja, colza e foram apresentadas em farinha.
Resultados técnicos
Todos os grupos de animais cresceram ao mesmo ritmo; 1,02 kg / dia e não foram observadas diferenças estatisticas devidas à dieta. Os machos castrados cresceram 80 g / d a mais que as fêmeas e os animais mais pesados cresceram 50 g / d a mais que os animais mais leves no início da experiência. Como era esperado, o índice de conversão (IC) melhorou com o aumento da concentração energética da dieta: aumentar 15,5% a ED da ração, melhorou 16,7% o IC. Esta resposta indica que os porcos utilizaram a energia adicional da dieta. As fêmeas converteram melhor que os machos castrados mas não foram apreciadas diferenças no IC entre os porcos mais ou menos pesados no início da experiência. Quanto à qualidade da carcaça, as dietas com mais energia aumentaram a gordura dorsal (+2,6 mm) e reduziram o tecido magro. Os porcos castrados foram também mais gordos que as fêmeas (+4,4 mm) e não foram apreciadas diferenças entre os porcos pesados ou leves ao início da experiência.
Resultados económicos
Provavelmente os resultados mais críticos e de mais interesse são as análises económicas. Aumentar a energia da dieta incrementou o custo de alimentação por porco em quase12 dólares (extra custo de 11,75 $) quando se passava de 3,09 a 3,57 Mcal / kg de ED. Os resultados desta experiência vão de acordo com estudos anteriores realizados no Prairie Swine Centre com leitões desmamados. Embora, sejam contraditórios com as expectativas de efeitos quando se utilizam dietas altas em energia durante a engorda. Certamente não se recomenda mudar todo o programa de alimentação baseando-se numa só experiência, mas considerando as grandes diferenças económicas observadas, sería bom reavaliar os programas actuais ou mesmo realizar pequenos estudos a nível interno para determinar se se está a proporcionar um nivel óptimo de energia nas dietas.
| Custo da alimentação ($/porco) | |||||||||
| Dieta (Mcal ED/kg) | Sexo | Peso ao início | |||||||
| 3,09 | 3,24 | 3,34 | 3,42 | 3,57 | Castrados | Fêmeas | Pesado | Leve | |
| Fase1 | 8,36 | 8,96 | 9,38 | 10,39 | 11,36 | 9,54 | 9,84 | 8,89 | 10,49 |
| Fase 2 | 12,00 | 12,70 | 13,93 | 14,81 | 15,46 | 13,90 | 13,66 | 13,78 | 13,79 |
| Fase 3 | 17,40 | 19,13 | 21,85 | 21,82 | 22,70 | 20,93 | 20,23 | 20,56 | 20,60 |
| Total | 37,76 | 40,79 | 45,16 | 47,03 | 49,52 | 44,37 | 43,73 | 43,23 | 44,87 |
http://prairieswine.usask.ca/whatsnew/December%202004/DEconcentration.htm

