Resumo: Novo e antigo, ambas as obras
Tipo e média de suínos na fazenda
1,900 produtores-acabadores.
Sistema Agrícola
Sistema de produção em larga escala.
Descrição e avaliação das boas práticas
Esta fazenda cria porcos há décadas, priorizando a produção eficiente sem comprometer o bem-estar animal. O novo galpão para suínos, construído em 2018, está equipado com tecnologia de ponta para garantir condições estáveis e confortáveis, minimizando o estresse — mesmo em temperaturas acima de 30 °C, graças à boa circulação de ar e ao controle da umidade. Os currais são projetados com base no comportamento dos suínos, com duas áreas para dejetos nos cantos, piso sólido para descanso, comedouros longos para reduzir a competição por alimento e enriquecimento diário com serragem, palha e pedaços de madeira. Resultados semelhantes são alcançados no antigo galpão (reformado em 1997), onde os porcos são mantidos em grupos menores e pedras de concreto são adicionadas às áreas ripadas para desencorajar o hábito de deitar. Fatores-chave incluem condições secas, boa ventilação e alimentação em grupo.
Contexto Agrícola
- Porcos
Genética não especificada
Diferentes tipos de piso e layouts de curral auxiliam os porcos a utilizarem áreas designadas para descanso, alimentação e defecação. - Enriquecimento Ambiental
Varetas de madeira, 2.2 kg de palha/porco, 2.6 kg de serragem/porco.
- Características de Habitação e Gestão
Espaço disponível: 1.0 m²/suíno (85–110 kg), 1.1 m²/suíno (110–135 kg)
Projeto do curral: Novo chiqueiro (2018): 0.8 m de ripas de concreto, 2.2 m de concreto maciço, 1.35 m parcialmente ripado (10%), 1.35 m totalmente ripado com 15 porcos/curral. Chiqueiro antigo (1997): 3.3 m de concreto maciço, 1.2 m de ripas de plástico/concreto com pedras com 8-9 porcos/curral.
Tipo de piso: Parcialmente ripado com fornecimento de palha e serragem. - Práticas de gerenciamento
Não houve alterações no manejo dos suínos, mas a limpeza ficou mais fácil. Grupos pequenos reduzem conflitos de hierarquia. Os suínos são reagrupados por tamanho após duas semanas. Vacinação contra circovírus e lawsone utilizando a técnica IDAL. Alta biossegurança: protocolos de vestuário e calçados, acesso restrito.
Análise econômica
O custo do investimento varia conforme a construção. Nova pocilga (2018): €800 por porco, custo total de aproximadamente €1 milhão, subsídio de 30% para o investimento, construída em 8 meses, mais o período de planejamento. Pocilga antiga (1997): €370 por porco, custo total de aproximadamente €400,000, subsídio de 30% para o investimento, parte do antigo estábulo sendo convertida para espaço adicional para os porcos. Os benefícios incluem plano básico de bem-estar animal (€11 por 3 porcos em fase de engorda), melhores condições de alojamento (€59 por 3 porcos em fase de engorda) e exigência de mais de 95% de caudas intactas no abate.
Análise ambiental
Fossas de chorume: 1.2 m de profundidade, esvaziadas duas vezes por ano. Qualidade do ar controlada com sistema de ar condicionado Schönhammer. Reduz as emissões de amônia e melhora o ambiente interno. O sistema ajuda a manter uma temperatura estável dentro do galpão de suínos, o que é essencial para o conforto e crescimento dos animais. Produção de chorume: aproximadamente 4,000 m³/ano (1.8 m³/suíno), utilizado como fertilizante. Consumo de água: aproximadamente 5,000 m³/ano (incluindo limpeza). Emissões de GEE não medidas.
Benefícios replicáveis e relevância para outros países da UE
Criar porcos com caudas intactas é viável em todas as condições, desde que fatores básicos — ventilação, umidade, alimentação em grupo e cuidados sanitários — sejam garantidos. Camas e enriquecimento ambiental são benéficos, mas não essenciais. Este modelo é comum no país e apresenta bons resultados. Os programas de investimento da UE poderiam seguir este exemplo, mas para isso o apoio ao bem-estar animal no país é de € 21 por porco para granjas com mais de 95% de caudas intactas no abate.