WelFarmers: Soluções para a criação de porcos com caudas não cortadas
O projeto identificou recentemente sua primeira rodada de candidatos com práticas para criação de porcos com rabos não cortados. Mais informações sobre esses projetos estarão disponíveis em artigos futuros.
1. Mais material de enraizamento e mudanças no mesmo: Foi fornecida mais forragem aos porcos como medida preventiva para incentivá-los a fuçar nesse material em vez de em outros porcos. Isso resultou em maior bem-estar, atendendo ao comportamento natural de fuçar e reduzindo a dolorosa mordida de cauda.
2. Ferramenta de avaliação de riscos: A ferramenta identifica e descreve os fatores de risco e fornece recomendações para as condições ideais de água, nutrição, material de enraizamento, clima, saúde e manejo. Uma lista de verificação e um plano de ação também estão disponíveis.
3. Um suprimento suficiente de proteínas previne a mordida na cauda: Observou-se que baixos níveis de proteína aumentam a ocorrência de mordidas na cauda. Quando a proteína digerível foi aumentada para 12.6 g/MJ ou mais, o número de mordidas na cauda diminuiu.
4. Correção e prevenção do corte da cauda: Uma lista de verificação é usada para avaliar as possíveis causas da mordida de cauda e corrigi-las. Ela avalia a densidade populacional, o material de enriquecimento ambiental, a interação entre os animais, as condições ambientais, o estado de saúde, a alimentação e as lesões.
5. Interrupção do corte da cauda - A genética importa: Essa fazenda costumava usar genética Duroc x LD, que apresentava poucos problemas de mordida de cauda. Eles mudaram as linhagens genéticas e começaram a trabalhar com genética PIC de fêmeas LW (L03) e machos LD (L04), que eram animais mais inquietos. A redução do comportamento agressivo exigiu controle ambiental, mudanças na dieta e intervenção da equipe.
6. Nunca cortei o rabo de cavalo de uma porquinha e nunca cortarei: Diversas práticas são implementadas para abordar as causas subjacentes da mordida de cauda: mais espaço por porco, pisos parcialmente ripados, acesso contínuo à serragem e fornecimento de brinquedos. Considera-se essencial uma ração de alta qualidade com espaço suficiente no cocho para que todos os porcos comam simultaneamente.
7. Instalações antigas e sem mordidas no próprio rabo: Esta antiga fazenda foi reformada com a instalação de um sistema de aquecimento delta e ar condicionado ajustado para direcionar o fluxo de ar para a área ripada. Cochos compridos para alimentação líquida permitem que todos os porcos se alimentem simultaneamente.
8. Porcos com Rabos: O objetivo é controlar a ventilação, a temperatura e a umidade dentro de faixas específicas. Há cochos compridos para alimentação líquida, que permitem que todos os porcos se alimentem ao mesmo tempo.
9. Observação e isolamento de insetos mordedores: Para identificar o porco mordedor, um novo objeto é colocado no local para observar quais porcos se interessarão pelo objeto em vez de pelo rabo. Alternativamente, aplica-se spray de oxitetraciclina no rabo do porco mordido, o que colorirá o focinho do animal. O porco mordedor é então removido e isolado.
10. Reduzir o corte da cauda misturando porcos: Essa prática reduz o risco de mordidas na cauda, "diluindo" as caudas longas entre os animais de cauda curta. Uma redução de três vezes nos casos de mordida na cauda foi observada na fazenda. A porcentagem de animais com cauda longa passou de 7% no início para uma média de 15% atualmente.
11. Aplicar um repelente cicatrizante com um pequeno pulverizador: Durante os episódios de mordida de cauda, o agricultor aplica um repelente cicatrizante nas caudas dos leitões mordidos usando um pequeno pulverizador de 5 litros pendurado no ombro com uma lança de pulverização, o que torna a aplicação do repelente mais fácil e precisa.
12. Finalizadores desencaixados e enriquecidos: Os porcos são criados em galpões de terminação convencionais, porém com uma área de piso maior e recebem material fibroso como enriquecimento ambiental. Aproximadamente 25% dos porcos em fase de terminação são alimentados em cochos longos, enquanto os outros 75% recebem alimentação por sonda.
13. Variedade ambiental: Um dos lados do estábulo possui uma área elevada para alimentação e água, com piso ripado, acessível por portas e parcialmente dividida transversalmente por divisórias e comedouros. A parte central, mais baixa, tem piso sólido com cama de palha. No lado oposto, encontra-se outra área elevada com piso gradeado, subdividida transversalmente em quatro porções, acessíveis por quatro entradas a partir da área com cama. Através de quatro pequenas aberturas, os porcos podem acessar um piquete externo. A variedade de espaços e a disponibilidade de cama abundante no inverno permitem que os animais encontrem bom conforto térmico durante todas as estações do ano.
14. Cauda Feliz: Quase todas as granjas desse sistema possuem piso sólido com palha. O espaço por animal é pelo menos 30% maior que o padrão. A granja utiliza principalmente matrizes livres de PRRS e possui boas medidas de biossegurança. Os galpões são organizados de forma que os animais possam rotacionar os currais, permitindo que a palha seja removida e totalmente substituída a cada 10 dias com o auxílio de tratores.
15. Porcos orgânicos com cauda intacta: A adoção da certificação orgânica possibilitou que esta fazenda começasse a criar porcos com rabos intactos. A experiência revelou que o fator crítico durante o desmame era o tamanho do grupo. A prática atual envolve a criação de grupos de no máximo 25 a 35 animais.
16. Alternar brinquedos para reduzir a mordida no rabo: Objetos comerciais manipuláveis foram alternados semanalmente com enriquecimentos de cortiça bruta/aglomerado, resultando em uma menor incidência de lesões por mordida na cauda.
17. Comparação de índices em suínos com e sem corte de cauda – diferentes enriquecimentos: O estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do corte da cauda no desempenho produtivo, na incidência e gravidade da mordedura de cauda, nos custos de tratamento associados e na qualidade da carcaça no abate. O aumento da intervenção, do uso de enriquecimento ambiental e da rejeição de carcaças resultou em um custo adicional de € 3.55 por suíno no grupo com cauda intacta.
18. Testando grupos mistos de caudas cortadas e caudas intactas: Três grupos foram avaliados: cauda cortada, cauda intacta e um grupo misto (50% com cauda cortada e 50% com cauda intacta). A incidência de mordidas na cauda foi consistentemente maior nos grupos misto e com cauda intacta em comparação com o grupo com cauda cortada.
19. Atividade experimental para reduzir a mordida de cauda na fazenda: Embora os porcos tivessem materiais de enriquecimento ambiental (bolas de plástico, correntes, madeira, etc.), depois de um tempo esses elementos perderam o interesse para eles, e eles começaram a demonstrar interesse em morder os próprios rabos.
20. Proibido cortar a cauda em fazendas de quintal: Esta fazenda não relata casos de mordida de cauda, pois oferece bastante espaço, acesso ao ar livre em piquetes e camas de palha em recintos fechados.
21. Criação de porcos com rabos intactos – Ideal ético – Final trágico: Em média, 68.9% dos leitões com cauda intacta foram afetados por mordidas na cauda, e 19% das mortes registradas foram devidas a mordidas na cauda.
22. Criação de porcos com rabos intactos – Quando a ética morde o rabo: Em média, 60% dos leitões com cauda intacta foram afetados por mordedura de cauda, a maioria com lesões avançadas, e 29% das mortes registradas foram atribuídas a essa prática. A prevalência de mordedura de cauda no grupo de suínos com cauda cortada foi de 0.51%.