Matérias-primas - Situação do mercado em julho de 2026
Uma avalanche histórica de petróleo está a acumular-se às portas de Ormuz: longas filas de navios e companhias de navegação inteiras preparam-se para inundar o mundo com petróleo bruto.
Os analistas concordam que isto marca o início de uma era de maior volatilidade. Sem uma OPEP forte para centralizar e estabelecer preços mínimos, o valor do crude dependerá directamente das forças do mercado e das alianças bilaterais (como o crescente eixo comercial entre os EAU e os Estados Unidos).
PRINCIPAIS GRÃOS GLOBAIS:
- Trigo: Como discutimos no mês passado, o elevado risco representado pela onda de calor prevista para a Europa Central e Oriental irá certamente afectar a produção de trigo. No entanto, ainda não temos uma estimativa precisa da perda total de volume que esta região central possa ter sofrido. Estimamos que possa estar entre 1,5 e 3 milhões de toneladas métricas.
- Milho: As colheitas sul-americanas estão a ser concluídas com rendimentos muito positivos em todos os países. Além disso, a colheita da Safrinha (ou segunda safra brasileira) já começou, e prevê-se que estabeleça um novo recorde, elevando a produção total do Brasil para 139 milhões de toneladas. Somadas às 55 milhões de toneladas da Argentina, estas cifras colocam os dois países a caminho da sua segunda maior colheita combinada, apenas atrás da do ano passado.
- Complexo da Soja: Evolução da produção global de soja. A plantação de soja nos EUA continua a progredir favoravelmente, atingindo 95% da área planeada. Além disso, o clima mantém-se favorável, com temperaturas amenas e boa disponibilidade de humidade na região produtora do país.
Pode encontrar o relatório completo de Álvaro Sánchez, Diretor da Eurotrade Agrícola, neste link:
https://my.elanco.com/es/centro-de-informacao/salud-nutricional-materias-primas
EM-ES-26-0023
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