Abordagem prática dos pontos críticos de controlo da diarreia pós-desmame a nível da exploração

Enric Marco
22-Jun-2015 (há 10 anos 9 meses 17 dias)

A fase de pós-desmame é, talvez, uma das mais delicadas da vida produtiva do porco. A separação da mãe e a mudança de alimentação determinam, nesta fase, grande parte dos problemas. A passagem de uma alimentação líquida, quente, altamente digestível e dependente da mãe para outra sólida, fria, menos digestível e em auto-serviço (tolva) provoca uma redução temporária, mas drástica, do consumo de alimento que permitirá que bactérias comensais como E. coli possam expressar os seus factores de virulência provocando quadros de diarreia. Naturalmente, a apresentação dos quadros diarreicos será  favorecida sempre que se apresentem alguns dos que são considerados factores predisponentes, como podem ser: a falta de higiene, o frio, dietas de má qualidade, a presença de outras doenças, etc.

Lechones afectados de una diarrea post-destete.

Foto 1: Leitões afectados por uma diarreia pós-desmame.

Um correcto controlo da diarreia pós-desmame (DPD) não pode esquecer os factores predisponentes, pois são os pontos críticos da sua prevenção. Há que ter em conta que E. coli é uma bactéria comensal que estará sempre presente nas explorações.

Gran oferta de pienso y agua.

Foto 2: Grande oferta de ração e água.

Foto 3: Lechones con frío y Sala con mal aislamiento.

Foto 3: Leitões com frio. Foto 4: Sala com mau isolamento.

Por último, há que fazer referência ao uso rotineiro de medicações. Trabalhos recentes comprovaram que o uso de medicações activas frente a lactobacilos durante a fase de pós-desmame alteram a flora microbiana normal do intestino, favorecendo o crescimento de E. coli. Deveria ser restringido o uso de antibióticos do grupo dos ß-lactâmicos (amoxicilina) aos casos excepcionais e não incluída como medicação de base, tal como sucede em numerosas ocasiões.