Necessidades de triptófano durante o periodo de gestação

Franco, D.J., Josephson, J.K., Moehn, S., Pencharz, P.B. and Ball, R. O. 2014. Tryptophan requirement of pregnant sows. J. Anim. Sci. 2014.92:4457–4465 doi:10.2527/jas2013-7023

09-Abr-2015 (há 10 anos 11 meses 30 dias)

As necessidades de aminoácidos (AA) das fêmaes podem ser maiores na última etapa da gestação, devido ao crescimento dos fetos depois do dia 70 de gestação assim como o rápido crescimento da glândula mamária no último terço da gestação. O objectivo deste estudo foi determinar as necessidades de Trp, cinética de Phe e o gasto de energia na gestação precoce (dia 35 a 53) e tardía (dia 92 a 111) mediante o método indicador da oxidação de aminoácidos e a calorimetria indirecta. Seis porcas Large White x Landrace de segundo parto foram alimentadas com 6 níveis de Trp num quadrado latino de 6 x 6, tanto na gestação precoce como tardia.

Os conteúdos de Trp oscilaram entre “deficiência” e “excesso” em comparação com as necessidades previstas (2,5 g/d del Trp total). Os níveis de Trp na gestação precoce foram de 20 a 120% e para o final da gestação foram de 60 a 180% das necessidades estimadas. O nível de alimentação foi constante para cada porca (2,41 kg/d). O ar expirado e o sangue foram recolhidos a cada 30 minutos durante 5 1/2 horas. Depois de três periodos de 30 minutos para determinar a recuperação de 13C no CO2 expirado e Phe no plasma, foi administrado L [1-13C] Phe por via oral a uma taxa de 2 mg/(kg PV x h) com refeições a cada 8 horas e meia. As necessidades foram determinadas mediante um modelo de duas fases com ponto de rotura.

A necessidade de Trp estimado foi de 1,7 g/d (P=0,001) na gestação precoce e 2,6 g/d (P=0,013) no final da gestação, ou 0,7 g/kg e 1,1 g/kg de ração, respectivamente, para um nível de alimentação de 2,4 kg/d. A necessidade de Trp no final da gestação tendeu (P=0,056) a ser maior que na gestação precoce. A cinética quantitativa de Phe não foi afectada pelo consumo de Trp à excepção de uma resposta quadrática de oxidação e retenção de Phe (P <0,1) à ingesta de Trp na gestação precoce. No final da gestação, as porcas oxidaram menos e retiveram mais Phe (P=0,001) que na gestação precoce, o que indica que as porcas jovens gestantes e em crescimento aumentam a eficiência da utilização de AA no final da gestação para manter a síntese de proteínas em ambos os tecidos maternos e fetais. A oxidação e a degradação das proteínas contribuiram para um menor fluxo de Phe na gestação tardia que na precoce, enquanto que a síntese de proteínas contribuiu mais (P <0,01).

Para satisfazer tanto as necessidades energéticas e de AA na gestação tardia, recomenda-se um programa de alimentação de 2 fases.