Efeito da condição corporal da porca e dieta da gestação sobre o crescimento dos leitões

Amdi, C., Giblin, L., Ryan, T., Stickland, N.C. and Lawlor, P. G. (2014). Maternal backfat depth in gestating sows has a greater influence on offspring growth and carcass lean yield than maternal feed allocation during gestation. Animal, 8:2; 236–244. doi:10.1017/S1751731113002073

05-Jun-2014 (há 11 anos 10 meses 2 dias)

É sabido que a condição corporal das porcas jovens no momento da inseminação tem influência sobre a sua descendência. Os porcos nascidos de porcas jovens “Gordas” (19 ± 0,6 mm espessura de gordura dorsal em P2) tinham uma maior ingesta de ração, eram mais pesados, tinham maior profundidade de gordura dorsal e um rendimento magro inferior ao dos porcos nascidos de porcas “Magras” (12 ± 0,6 mm espessura de gordura dorsal em P2). Foi formulada a hipótese de o crescimento pós-natal ser maior nos porcos criados por fêmeas com uma alta espessura da gordura dorsal (EGD) e alto nível de consumo de energia durante a gestação em comparação com as porcas com um EGD baixo e baixo nível de consumo de energia. Isto foi testado num desenho factorial 2 x 3 com 2 factores para a EGD (Magra, M e Gorda, G) e 3 factores para o tipo de alimentação durante a gestação (Restringido, R, Controlo, C e Elevado, E). Entre o dia 25 e o 90 de gestação, as porcas M (n = 68) e as porcas G (n= 72) foram distribuídas por uma dieta de gestação (6,19 g /kg de lisina, 13,0 MJ ED /kg) e segundo o tratamento: 1,8 kg/dia (R); 2,5 kg/dia (C) e 3,5 kg/dia (E). Do dia 90 ao 110 de gestação, todas as porcas foram alimentadas com 2,5 kg /dia da dieta de gestação. No dia 110 de gestação, as porcas foram transferidas para a maternidade e foram alimentadas em sopa com 2,03 kg /dia de uma dieta de lactação (28,8 MJ ED /dia).

O EGD ao parto foi de 14,4 ± 0,34 mm para as porcas magras e 19,0 ± 0,34 mm para as porcas gordas. Foram registados o peso da ninhada ao parto, os nascidos totais, os nascidos vivos, os nascidos mortos, os mumificados e o peso ao nascimento dos leitões. Ao desmame (dia 28), 155 leitões foram abatidos e 272 foram alojados individualmente e acompanhados até ao abate (dia 158). Os porcos nascidos de porcas magras eram menos pesados ao nascimento (P<0,05), no dia 28 pós-desmame (P<0,05) e no dia 130 pós-desmame (P<0,05). Os porcos nascidos de porcas gordas tinham maior profundidade da gordura dorsal (P<0,05), um rendimento de tecido magro mais baixo (P<0,05) e foram mais pesados (P<0,05) ao abate que os porcos nascidos de porcas magras. O tipo de alimentação durante a gestação teve apenas efeitos transitórios sobre o ganho médio diário e a eficiência de conversão do alimento e não teve efeito sobre o peso do porco ao abate (P>0,05) ou o rendimento de tecido magro (P>0,05).

Em conclusão, as primíparas com um EGD de 19 mm na inseminação produzem porcos que são mais pesados aos 158 dias de vida que os nascidos de fêmeas com 12 mm de EGD.