C.H. Hu, K. Xiao, J. Song, Z.S. Luan (2013). Effects of zinc oxide supported on zeolite on growth performance, intestinal microflora and permeability, and cytokines expression of weaned pigs. Animal Feed Science and Technology 181; 65– 71. http://dx.doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2013.02.003
28-Nov-2013 (há 12 anos 4 meses 11 dias)O zinco tem múltiplas funções biológicas, tais como anti-inflamatória, anti-diarréica e manutenção da integridade da mucosa epitelial. Em particular, o óxido de zinco (ZnO) parece ter um forte efeito protector na resistência às doenças intestinais. Níveis farmacológicos de Zn (2000-4000 mg / kg de Zn como ZnO) em dietas para leitões ao desmame estão amplamente aceites pela indústria suína a nível mundial pelos seus efeitos provados sobre a prevenção de diarreias pós-desmame e na melhoria do rendimento. No entanto, esta estratégia é criticada devido à excreção para o meio ambiente de altos níveis de zinco, o que coloca um grave problema meio-ambiental. Foi colocada a hipótese de que a zeolite (Z), que pode ter características de libertação controlada de ZnO em Z-ZnO, podia ser um substituto potencial para a adição farmacológica de ZnO. Portanto, o objetivo desta experiência foi determinar se a administração de concentrações mais baixas de Zn em Z-ZnO aos porcos desmamados pode aliviar a diarreia pós-desmame e melhorar a função de barreira intestinal comparável aos níveis farmacológicos de Zn. Neste estudo, foram avaliados os efeitos da Z-ZnO sobre o crescimento, a microflora e a permeabilidade intestinal e a expressão de citoquinas em porcos desmamados. Para isso foram utilizados um total de 210 leitões, com peso de 6,12 ± 0,22 kg desmamados aos 21 ± 1 dia idade, que foram distribuídos aleatoriamente em 5 grupos durante 2 semanas. Os 5 tratamentos foram: controlo (dieta basal) ou a dieta basal suplementada com 300, 600 ou 900 mg de Zn / kg de Z-ZnO ou 2250 mg de Zn / kg de ZnO.
Os resultados mostraram que os níveis incrementados de Z-ZnO aumentaram o ganho médio diário (linear P = 0,001; quadrática P = 0,004), o consumo médio diário (linear P = 0,006; quadrática P = 0,019), a resistência eléctrica transepitelial do jejuno (linear P = 0,007 ; quadrática P = 0,021) e diminuíram as contagens fecais pós-desmame (linear P <0,001; quadrática P <0,001) e as contagens de Clostridium e Escherichia coli viáveis no conteúdo do intestino delgado (linear P <0,001; quadrática P <0,001). Sete dias após o desmame, como a inclusão de Z-ZnO aumentou, os níveis de mRNA de TNF-α e IFN-γ na mucosa jejunal viram-se reduzidos linear (P <0,001 e P = 0,001) e quadraticamente (P <0,001 e P = 0,001) e os de TGF-β1 e IL-10 aumentaram linear (P = 0,002 e P = 0,010) e quadraticamente (P = 0,009 e P = 0,028).
Os resultados indicaram que a suplementação com 600 ou 900 mg de Zn / kg de Z-ZnO foi igualmente eficaz que os 2250 mg de Zn / kg de ZnO sobre a melhoria dos rendimentos produtivos, a redução da diarreia pós-desmame, a melhoria da microflora intestinal e a função de barreira intestinal dos porcos ao desmame.