Moehn, S., Levesque, C. L. and Ball, R. O. (2013) Protein intake but not feed intake affects dietary energy for finishing pigs. Journal of Animal Physiology and Animal Nutrition. 97: 174-204. DOI: 10.1111/j.1439-0396.2011.01262.x
16-Jul-2013 (há 12 anos 8 meses 23 dias)O objectivo deste estudo foi avaliar o efeito do nível de alimentação e do nível de proteína na dieta quanto à energia metabolizável (EM) e à energia neta (EN) de rações para porcos de acabamento. Mudando o nível de alimentação, ou seja, alimentação restringida vs. ad libitum poderia ser alterado o rácio de proteína-deposição lipídica, já que a proteína e a deposição de lípidos diferem na sua eficiência energética. A eficiência na retenção de energia pode mudar e, por isso, afectar o valor de EN da dieta. Vinte e quatro porcos castrados, distribuídos em dois blocos, foram alojados em 12 currais individuais e alimentados ad libitum (AL) ou restringidos (AR), com um nível de alimentação de duas vezes EM para manutenção (458 KJ/kg0.75), entre os 55 e 95 kg de peso. Entre estes níveis de alimentação, os animais receberam uma dieta baixa em proteína (BP; 11,2% PB, 0,61% lisina) ou alta em proteína (AP; 20,2% PB, 0,61% lisina), com dietas formuladas com um conteúdo em energia digestível semelhante e com uma distribuição aleatória com um desenho “cross-over”. A EN da dieta foi calculada a partir da produção de calor baseando-se na calorimetria indirecta durante 24 h, seguida de um periodo de 7 d de balanço de azoto. O balanço de azoto foi feito através de uma recolha quantitativa de fezes e urina.
Os resultados mostraram como o consumo foi melhor para AP que para BP quando foi ad libitum (P = 0,001). O nível de proteína não afectou o ganho diário, embora a dieta AP tenha melhorado o índice de conversão (P = 0,003). A experiência também demonstrou que a EM e EN não foram alteradas pelo nível de alimentação mas diminuíram quando o conteúdo em proteína aumentou. Reduzindo o nível de proteína foram reduzidas as perdas de energia através da urina e aumentou a retenção de energia mas a produção de calor não foi afectada. O efeito da restrição de proteína na dieta foi evidente no nível de EM e manteve-se num nível similar para o nível de EN já que a utilização da EM não foi afectada pelo nível de proteína da dieta. A EM e a EN da dieta diminuiram 0,012 MJ/kg (P = 0,014) e 0,018 MJ/kg (P = 0,062), respectivamente, por cada grama por dia de N ingerido.
Estes resultados sugerem que, mesmo que tenha havido um efeito do nível de proteína sobre a EN, o maior efeito foi produzido a nível da EM. No entanto, a previsão de EM e EN pode ser melhorada tendo em conta um valor de energia para a proteína da dieta que se pode alterar com o conteúdo da mesma.