DJ Newman, EK Harris, AN Lepper, EP Berg, HH Stein. 2011. Effects of pea chips on pig performance, carcass quality and composition, and palatability of pork. Journal of Animal Science, 89(10):3132-3139.
10-Jan-2013 (há 13 anos 2 meses 29 dias)Durante o processamento das ervilhas para consumo humano, é frequente obter ervilhas de baixa qualidade em quantidade apreciável como sub-produto. O objectivo deste trabalho foi o de estudar se a inclusão de ervilhas na alimentação de porcos de acabamento afectava negativamente o crescimento dos animais, a composição da carcaça e a palatibilidade da carne. Um total de 24 machos castrados (PV inicial:58,0 ± 6,6 kg) distribuídos por um de quatro tratamentos foram alimentados com uma ração de crescimento durante 35 dias e com uma ração de acabamento durante mais 35 dias. Para cada fase foi formulado um alimento controle com base em milho e bagaço de soja e 3 alimentos com ervilha. A ervilha substituiu o bagaço de soja em 33,3%, 66,6% ou 100% do alimento controle. Os animais foram alojados individualmente e todos eles foram abatidos no final do teste.
Em conjunto não houve diferenças no (P>0,11) peso vivo final, CMD e IC entre tratamentos experimentais, mas foi observada uma resposta quadrática do GMD (P=0,04) sendo o menor valor obtido nos porcos alimentados com o alimento controle (0,991 kg) e sendo os tratamentos 33,3% e 66,6% de os que apresentaram maiores valores (1,078 e 1,047) respectivamente. O rendimento da carcaça diminuiu linearmente (P=0,04) com a maior percentagem de inclusão de ervilha, mas não houve diferenças (P>0,20) entre tratamentos no peso de carcaça , área do longissimus (LM), espessura da gordura dorsal na décima costela, percentagem de músculo e gordura infiltrada. Da mesma forma o pH do lombo e do presunto e as perdas por exsudação não foram influenciadas (P>0,13) pelo tratamento. No entanto houve uma resposta quadrática (P=0,08) na determinação do pH 24 na pá, com o menor valor obtido na dieta 66,6% ervilha. A cor subjectiva e a pontuação japonesa standard foram reduzidas (quadrática, P=0,03 e 0,05 respectivamente) e o valor b* do LM e o tom foram incrementados (quadrática, P=0,09 e 0,10 respectivamente) quando a ervilha substituía o bagaço de soja dos alimentos. Os valores de L* (quadrática , P=0,04), a* (linear, P=0,02), b* (quadrática, P=0,07), saturação de côr (linear, P=0,02) e ton (quadrática, P=0,05) foram aumentados ao substituir o bagaço de soja por ervilha. No entanto não foram detectadas diferenças (P>0,16) na cor da pá nem da gordura. também a percentagem de perdas por cozedura, a resistência ao corte, a suculência e o aroma das costeletas não foram diferentes (P>0,10) entre tratamentos, mas a tenrura das costeletas diminuiu linearmente (P=0,04).
Pode-se concluir que a ervilha pode substituir o bagaço de soja nos alimentos para acabamento de porcos sem afectar negativamente o crescimento nem a composição da carcaça. No entanto os porcos alimentados com este subproduto apresentam costeletas e presuntos com menos peso e as costeletas são menos tenras.