W Ying, JM DeRouchey, MD Tokach, SS Dritz, RD Goodband, TA Houser and JL Nelssen. Effects of dietary L-carnitine and DDGS on growth, carcass characteristics, and loin and fat quality of growing-finishing pigs. 2011. Swine Day, Kansas State University, 319-329.
11-Set-2012 (há 13 anos 6 meses 28 dias)Os grãos de destilaria secos (DGGS) são actualmente um ingrediente comum em dietas para suínos, no entanto podem ter efeitos negativos na qualidade da carcaça porque contêm entre 10 e 11% de gordura. Tendo em conta que a L-carnitina está envolvida no metabolismo da energia do corpo, diz-se, teoricamente, que a suplementação com L-carnitina da dieta pode incrementar a utilização da energia nas dietas de porcinos com DGGS e melhorar a qualidade da gordura. O objetivo deste estudo foi testar os efeitos da L-carnitina da dieta e os DDGS nos rendimentos produtivos, as características da carcaça e a qualidade da gordura e do lombo em porcos de acabamento. Um total de 1.104 machos e fêmeas foram usados num estudo de 109 dias de duração. Os porcos foram agrupados por peso e foram distribuidos aleatoriamente a um dos 6 tratamentos com 7 réplicas por tratamento. Os tratamentos foram realizados seguindo um modelo factorial 2 x 3 com os DDGS adicionados (0 o 30% na Fase 1, 2, e 3 e 20% na Fase 4) e a L-carnitina (0, 50 o 100 ppm) como efeitos principais. As dietas experimentais foram formuladas com base em milho e soja e foram administradas em 4 fases.
No total (do dia 0 ao 109), a L-carnitina melhorou (P < 0,02) o GMD, o qual levou a um maior (P < 0,02) peso vivo seguindo uma tendência linear (P < 0,07). Para o IC foi observada uma significativa interacção DDGS x L-carnitina (quadrática, P < 0,01). Isto é, o resultado de porcos alimentados com 50 ppm de L-carnitina e sem DDGS têm melhor IC que os porcos alimentados com 0 o 100 ppm, mas nas dietas com DDGS, os porcos alimentados com 50 ppm de L-carnitina tiveram um pior IC em comparação com os alimentados 0 o 100 ppm. Nas características da carcaça, os porcos alimentados com L-carnitina tiveram um melhor (P < 0,02) HCW em comparação com os que não foram alimentados com L-carnitina. Além disso, o incremento na dieta de L-carnitina incrementou o peso da carcaça (quadrática, P < 0,03), o rendimento da carcaça (quadrática, P < 0,07) ou a espessura da gordura dorsal (quadrática, P < 0,04), com a máxima resposta observada em porcos alimentados com 50 ppm de L-carnitina. Na qualidade do lombo, a inclusão na dieta de L-carnitina incrementou (P < 0,04) as perdas por exsudação comparado com os porcos que não receberam L-carnitina, seguindo uma resposta linear (P < 0,03). O perfil de ácidos gordos da gordura da mandíbula, como se esperava, ao alimentar com DDGS incrementou (P < 0,001) o ácido linoleico, os ácidos gordos poliinsaturados totais, o rácio de ácidos gordos insaturados relativamente aos ácidos gordos saturados, o valor de iodo em comparação com os que não o receberam na dieta DDGS; embora a alimentação com L-carnitina não tenha alterado a composição em ácidos gordos.
A alimentação com L-carnitina melhorou o GMD e o peso da carcaça, observando a resposta máxima quando se fornecem 50 ppm, mas a inclusão de L-carnitina não afectou nem o lombo nem a qualidade da gordura.