RB Hinson, BR Wiegand, MJ Ritter, GL Allee and SN Carr. Impact of dietary energy level and ractopamine on growth performance, carcass characteristics, and meat quality of finishing pigs . 2011. Journal of Animal Science. 89:3572-3579. http://dx.doi.org/10.2527/jas.2010-3302
16-Jul-2012 (há 13 anos 8 meses 23 dias)Com as recentes flutuações nos custos da energía, foi sugerida a substituição ou redução das principais fontes de energía reduzindo a quantidade de energia da dieta com base na incorporação de ingredientes baixos em energia, como a sêmea de trigo (ST). A ingestão de energia conduz a uma deposição de proteína até alcançar uma constante, a partir da qual é favorecida a deposição de gordura. Neste contexto, a ractopamina hidroclorada altera este padrão de deposição, através do incremento da partição da energia à adição de proteína, mediante a diminuição da lipogénese e o incremento da lipólise no tecido adiposo e incrementando a síntese de proteína no músculo. O objetivo deste estudo foi avaliar as interacções entre a densidade energética da dieta e a inclusão de ractopamina no rendimento produtivo, as características da carcaça e a qualidade da carne em porcos de engorda. Um total de 54 machos castrados (PV inicial = 99,8 ± 5,1 kg) alojados em currais individuais foram distribuidos em 1 das 6 dietas experimentais seguindo um desenho factorial 2 x 3 com 2 níveis de ractopamina (0 and 7,4 mg/kg) e 3 níveis de energia (alta (AE), 3.537; média (ME), 3.369 e baixa (BE), 3.317 kcal de EM/kg). As dietas AE foram formuladas com base em milho e soja com 4% de gordura adicionada; as dietas ME foram formuladas com base em milho e soja com 0,5% de gordura adicionada; e as dietas LE foram formuladas com base em milho e soja com 0.5% de gordura adicionada e 15% de ST. As dietas dentro de cada nível de ractopamina foram formuladas para conter o mesmo coeficiente de digestibilidade ileal de Lis:ME (0 mg/kg, 1,82; e 7,4 mg/kg, 2,65 g/Mcal de EM). O PV individual e a consumo de alimento foram registados ao princípio e ao final do estudo (d 21). No d 21, os porcos foram abatidos para a determinação das características da carcaça e a qualidade da carne.
Não foram observadas interacções entre os níveis de ractopamina e energía (P > 0,10) para nenhum dos parâmetros determinados. O PV final (125,2 vs. 121,1 kg), o ganho médio diário (GMD) (1,2 vs. 1,0 kg/d), e o índice de conversão (IC) (0,31 vs. 0,40) foram melhorados (P < 0,001) nas dietas que continham ractopamina. A ingestão de dietas BE reduziram (P = 0,001) o PV final e o GMD comparado com as dietas AE e ME. O IC foi reduzido (P = 0,005) quando as dietas ME foram comparadas com as dietas AE. Adicionalmente, o IC foi reduzido (P = 0,002) quando as dietas BE foram comparadas com as dietas AE e ME. O consumo de ractopamina aumentou (P < 0,05) o peso em quente da carcaça (PCC) (93,6 vs. 89,9 kg) e a área de músculo longisimus (ML) (51,2 vs. 44,2 cm2). O pH de ML foi reduzido (P ≤ 0,05) pelo consumo de dietas com ractopamina. O consumo de dietas BE deixou reduzido (P = 0,001) o PCC quando foi comparado com as dietas AE e ME assim como a espessura da gordura dorsal por cima da 10 costela torácica (P = 0,024). Estes dados indicam que o consumo de ractopamina melhora os rendimentos produtivos e as características da carcaça, enquanto que se apresentam um mínimo ou nenhum efeito negativo na qualidade da carne. As reduções no conteúdo de energia da dieta, pela adição de 15% de ST resultaram numa pioria do GMD, o IC e a espessura da gordura dorsal.
Não foram observadas interacções entre a ractopamina e o nível de energia neste estudo, o que indica que as melhorias obtidas estão associadas ao consumo de ractopamina e não ao nível de energia da dieta.