26 de Outubro de 2026/ Governo do Reino Unido/ Reino Unido.
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Novos planos governamentais para eliminar gradualmente a utilização de dióxido de carbono em alta concentração para o atordoamento dos porcos levarão o sector da carne de porco a adoptar métodos mais humanitários. A medida visa evitar que os animais sofram pânico e dificuldades respiratórias antes de perderem os sentidos.
O dióxido de carbono em alta concentração é amplamente utilizado para atordoar suínos em matadouros britânicos; no entanto, evidências independentes apontam sérias preocupações quanto ao sofrimento que este método causa aos animais.
O governo apresentou propostas para substituir esta prática por alternativas mais humanitárias, como a utilização de gás árgon ou sistemas automatizados de atordoamento eléctrico. Ambos os métodos reduzem comprovadamente, de forma significativa, o sofrimento animal.
Estes planos integram a estratégia do governo — uma referência mundial no bem-estar animal — que estabelece metas para melhorar a vida dos animais de criação, garantindo que são tratados de forma humanitária ao longo de toda a sua existência, incluindo no momento do abate.
Desde Abril de 2024, o governo tem trabalhado em conjunto com os processadores de carne de porco, fabricantes de equipamentos, fornecedores de gás e organizações de bem-estar animal para analisar a viabilidade prática da implementação destas alternativas, procurando assegurar que o impacto nos custos para os consumidores é o menor possível.
Uma consulta pública irá recolher opiniões sobre as propostas, abordando aspectos como os benefícios para o bem-estar animal, os custos, a viabilidade técnica e os possíveis prazos para a transição — reconhecendo que as empresas necessitarão de tempo para se adaptarem.
Os planos também reduzirão a dependência do sector em relação ao fornecimento de dióxido de carbono, que poderá ser afectado por acontecimentos internacionais. As preocupações com a possível escassez, decorrentes dos conflitos no Médio Oriente no início deste ano, evidenciaram a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento de gás.
A consulta pública manter-se-á aberta até 21 de Dezembro de 2026.