23 de Julho de 2026/ Rabobank.
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Os preços globais da carne de porco continuam fracos devido à procura estagnada e ao excesso de oferta. O sentimento é moderado nas principais regiões produtoras, uma vez que os preços em geral continuam mais baixos do que nos anos anteriores. A principal razão é o excesso de oferta, embora as causas variem de acordo com a região.
Olhando para o futuro, espera-se que o declínio contínuo do efectivo de reprodutoras da China leve a uma redução da oferta, a partir de meados/final do terceiro trimestre. No entanto, qualquer recuperação dos preços na China será provavelmente modesta, dada a procura ainda fraca. A América do Norte também deverá apresentar alguma melhoria no quarto trimestre, se não antes.
Espera-se que o comércio se mantenha estável no segundo semestre do ano, embora estejam em curso mudanças estruturais. Os padrões de exportação estão a mudar, dado que a quota de mercado da Europa diminuiu devido a problemas relacionados com a saúde e à procura mais fraca da China, e o Brasil expandiu a sua quota rapidamente. Entretanto, os padrões de importação também estão a evoluir, com o México e as Filipinas a aumentar significativamente as importações e a China a reduzir o volume. O comércio continua vulnerável a desenvolvimentos de doenças, incertezas geopolíticas e ajustamentos na política comercial. Embora o USMCA permaneça totalmente em vigor, a decisão dos EUA de não prolongar o acordo aumenta a incerteza sobre as decisões de investimento na América do Norte, mas tem implicações comerciais limitadas a curto prazo. As Filipinas levantaram oficialmente a proibição nacional de importação de carne de porco proveniente de Espanha. As taxas anti-dumping da China sobre as importações de carne de porco da UE, combinadas com o excesso de oferta na China, resultaram numa queda de 29% nos primeiros cinco meses. Todos estes factores sugerem que a volatilidade comercial se irá manter no segundo semestre de 2026.