Desde 2023 que entraram em vigor modificações às especificações introduzidas pelos consórcios Prosciutto di Parma e Prosciutto di San Daniele, elevando o peso máximo da carcaça para 180 kg (aproximadamente 220 kg de peso vivo), muito acima dos valores tradicionalmente permitidos. Consequentemente, torna-se necessário avaliar o consumo voluntário de ração e as necessidades energéticas e de lisina dos suínos destinados à produção de prosciutto.
Objetivo: O estudo analisou a distribuição de energia e lisina digestível ileal standartizada (DIS) em porcos Goland C-21 × Camborough-43 alimentados ad libitum (44–196 kg de peso vivo).
Métodos: Foram utilizados 96 porcos Goland C-21 × Camborough-43, alojados em oito parques e distribuídos por quatro tratamentos alimentares com base no teor de lisina na ração: baixo, médio-baixo, médio-alto e alto. Em cada tratamento, o teor de lisina foi progressivamente reduzido em três fases de idade: 90–118, 119–146 e 147–251 dias. O consumo de ração foi registado diariamente através de comedouros automáticos, enquanto o peso corporal e a espessura da gordura dorsal foram medidos a cada 14 dias. A partir destes dados, foram estimados os ganhos de proteína e lípidos, bem como a distribuição de energia e lisina DIS.
Resultados: Dentro do intervalo de peso considerado, e para os tratamentos que forneceram quantidades não limitantes de lisina, o ganho médio de proteína foi de 148 g/dia, com um máximo de 183 g/dia entre os 119 e os 146 dias de idade, enquanto o ganho de lípidos foi de 274 g/dia. A exigência de energia metabolizável para manutenção foi estimada em 0,935 MJ/kg, em perfeita concordância com os dados descritos na literatura para suínos leves. A exigência em lisina DIS foi de 10,4 g por 100 g de ganho de proteína.
Conclusão: Este resultado é consistente com os dados descritos na literatura para outros tipos genéticos e com diferentes intervalos de peso vivo.