26 de junho de 2026 / Comissão Europeia / União Europeia.
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A Comissão Europeia publicou o relatório anual que examina os controlos oficiais na cadeia agroalimentar. O relatório analisa a atividade da Rede de Alerta e Cooperação (ACN), o quadro europeu através do qual a Comissão e os Estados-Membros colaboram para proteger a segurança alimentar, trocando alertas e notificações de incumprimento, bem como investigando rapidamente os problemas detetados.
O relatório deste ano revela um aumento de 11% no número total de notificações (10.490) em 2025, em comparação com o ano anterior. As notificações relacionadas com riscos para a segurança alimentar, geridas através do Sistema de Alerta Rápido para os Alimentos e Rações da Comissão, aumentaram 2% no ano passado, atingindo 5.344. Este aumento reflete a vigilância das autoridades de controlo da UE na deteção de problemas de segurança dos alimentos e rações, bem como o valor acrescentado da coordenação a nível europeu. Tal como nos anos anteriores, as frutas e os legumes representaram o maior número de notificações de incumprimento (18%).
Em 2025, as notificações relacionadas com a carne representaram 10,4% de todos os alertas registados na ACN, sendo que 5,8% se referem a aves e 4,6% a outros tipos de carne. A carne de suíno representou aproximadamente 13% dos produtos cárneos notificados à ACN.
Os riscos microbiológicos representaram quase metade das notificações, sendo a Salmonella o principal problema detetado, surgindo sobretudo nas aves. A Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) e a Listeria monocytogenes foram frequentemente reportadas em produtos de carne de bovino e de suíno, enquanto a Campylobacter foi encontrada principalmente em aves. Estes resultados podem indicar problemas de higiene durante o processamento, salientando a importância do manuseamento, armazenamento e processamento adequados para manter a segurança alimentar.
A Rede de Bem-Estar Animal registou um aumento significativo da atividade durante o ano de 2025, com um total de 929 notificações. Isto representa um aumento considerável desde a criação da rede em outubro de 2024, especialmente após a implementação obrigatória do sistema em fevereiro de 2025.
As três espécies e categorias de animais mais frequentemente reportadas foram os porcos de engorda (41%), seguidos pelos frangos de carne (20%) e pelas vacas leiteiras (14%). As irregularidades relacionadas com o transporte dominaram claramente os relatos, representando 95% de todas as notificações, enquanto os incidentes em explorações agrícolas e matadouros representaram apenas 4% e 1%, respectivamente. Esta diferença deve-se ao facto de a principal função da rede ser a monitorização das irregularidades transfronteiriças.