8 de maio de 2026/ FAO.
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13-Mai-2026 (hoje)O Índice de Preços dos Cereais da FAO registou uma média de 111,3 pontos em abril, um aumento de 0,9 pontos (0,8%) face a março e 0,4 pontos (0,4%) acima do nível registado um ano antes. O aumento mensal foi impulsionado pela subida dos preços da maioria dos principais cereais, com exceção do sorgo e da cevada.
- Trigo: os preços globais do trigo subiram 0,8%, impulsionados pela pressão da seca em partes dos E.U.A. e pela maior probabilidade de chuvas abaixo da média na Austrália. O aumento do preço foi ainda sustentado pelas previsões de redução da sementeira de trigo em 2026, uma vez que os agricultores optam por culturas que requerem menos fertilizantes devido aos elevados preços destes produtos, que são impulsionados pelos elevados custos energéticos e pelas perturbações relacionadas com o encerramento de facto do Estreito de Ormuz.
- Milho: os preços internacionais do milho subiram 0,7%, impulsionados pelo aumento da escassez sazonal de oferta e pelas preocupações com as condições meteorológicas no Brasil, bem como pela seca que afetou a plantação em algumas zonas dos Estados Unidos. Outro factor que contribuiu para a subida foi a forte procura de etanol, devido ao aumento dos preços do crude e das persistentes preocupações com a acessibilidade dos fertilizantes.
- Arroz: o índice de preços da FAO para todos os tipos de arroz aumentou 1,9% em abril, impulsionado pelos preços mais elevados das variedades de arroz indica e aromático, devido ao aumento dos custos de produção e comercialização na maioria dos países exportadores de arroz, após a subida dos preços do petróleo bruto e dos seus derivados.
- Sorgo: pelo contrário, os preços globais do sorgo caíram 4,0%, principalmente devido à menor procura de importação, especialmente da China, e à melhoria das perspetivas de oferta nos principais países produtores e exportadores.