Senatra K, Gaab T, Pierdon M. Ergotism in an organic sow herd and the impact on lactation performance and subsequent reproductive performance. J Swine Health Prod. Published online January 16, 2025. https://doi.org/10.54846/jshap/1408
06-Nov-2025 (há 5 meses 1 dias)Os alcalóides do ergot (esporão-do-centeio) são produzidos por fungos, incluindo o Claviceps purpurea, que podem contaminar o trigo e os grãos de cereais, além de provocarem agaláxia nas porcas por inibição da produção de prolactina.
Objetivo: Este caso descreve os níveis de alcalóides do ergot e a duração da exposição observados em condições de campo numa exploração que viveu um episódio de elevada mortalidade neonatal devido à agaláxia em porcas. Fornece ainda informação prática para que os veterinários incluam a toxicidade por alcalóides do ergot (ergotismo) no diagnóstico diferencial, bem como sugestões de métodos práticos de prevenção a discutir com os fornecedores de ração.
Métodos: Neste caso de agaláxia em porcas e aumento da mortalidade dos leitões, foi feito o diagnóstico de ergotismo com base nos sinais clínicos e na análise da ração.
Resultados: A dieta de lactação continha 330 ppb de alcalóides do ergot e foi administrada às porcas entre os 12 e os 14 dias, provocando uma mortalidade média (DP) de 79% (50%) nas crias expostas.
Conclusão: Níveis de alcalóides do ergot tão baixos como 0,33 mg/kg de ração (0,33 ppm) podem produzir sinais clínicos em porcas lactantes.