8 de Abril de 2025 | Comissão Europeia | União Europeia | https://agriculture.ec.europa.eu
15-Abr-2025 (há 11 meses 24 dias)O relatório agroalimentar 2024 da Comissão Europeia mostra que tanto as exportações como as importações do sector atingiram um nível recorde. Apesar dos desafios globais persistentes, o relatório descreve vários desenvolvimentos positivos. A balança comercial agroalimentar da UE é globalmente positiva em 63,6 mil milhões de euros.
Exportações
Em termos anuais, as exportações agro-alimentares acumuladas da UE aumentaram 3 % (+6,6 mil milhões de euros), atingindo 235,4 mil milhões de euros. Embora as preparações à base de cereais (24,8 mil milhões de euros, 11 %), os produtos lácteos (19,7 mil milhões de euros, 8 %) e o vinho (17,4 mil milhões de euros, 7 %) estejam no topo da lista de produtos do sector, as azeitonas e os produtos de cacau registaram os maiores aumentos em valor, em grande parte devido a preços mais elevados.
O Reino Unido continuou a ser o principal destino das exportações agroalimentares da UE em 2024, representando 23% do total (53,9 mil milhões de euros). A carne de porco estava entre as principais categorias de exportação da UE para o Reino Unido em 2024, representando 7% do valor exportado. As exportações para a Rússia e a China diminuíram.
A China foi o terceiro maior destino das exportações da UE em 2024 (6 % do total). No entanto, as exportações da UE para a China registaram a maior queda, com uma diminuição de 1,3 mil milhões de EUR (-9%) em comparação com 2023. Esta redução é explicada, em particular, por quedas em algumas das principais categorias de exportação, como os cereais (-596 milhões de euros, -43%) e a carne de porco (-303 milhões de euros, -12%). Esta situação prolonga a tendência decrescente das exportações da UE para a China desde 2020, especialmente no que respeita à carne de porco.
Importações
As importações agro-alimentares também atingiram um novo recorde, com um aumento de 8 % (+12,4 mil milhões de euros) para 171,8 mil milhões de euros. Este aumento deveu-se principalmente a uma subida acentuada do preço das importações de cacau, bem como de café, frutos e nozes. Por outro lado, as exportações de cereais diminuíram devido a preços e volumes mais baixos. O Reino Unido, a Ucrânia e o Brasil continuam a ser as principais origens dos produtos importados. A Costa do Marfim, a Ucrânia e a Nigéria foram os países que registaram os maiores aumentos nas exportações para a UE. As importações da Rússia (-865 milhões de euros, -46%) e da Austrália (-722 milhões de euros, -28%) diminuíram.