8 de Abril de 2021/ EURLEX/ União Europeia.
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A Comissão Europeia publicou a avaliação da "Estratégia da União Europeia para a Protecção e o Bem-Estar dos Animais 2012-2015" para identificar em que medida se conseguiu atingir os objectivos.
A Comissão, através de 20 acções diferentes, propôs os seguintes objectivos:
De acordo com o relatório, foram implementadas todas as acções da estratégia, com excepção da que requer a avaliação da viabilidade da introdução de um âmbito legislativo simplificado.
Em relação ao facto de que os produtos importados pela União não têm que cumprir as normas de bem-estar animal da UE (excepto para o abate), os produtores da UE têm a percepção que isto é uma limitação à sua competitividade. Dentro ou fora dos acordos comerciais, a cooperação bilateral atingiu resultados concretos ao longo dos anos, como a criação de grupos de trabalho com sócios (por exemplo, Chile e Nova Zelândia). Isto foi, por exemplo, um detonador para que o Chile desenvolvesse um corpo completo de legislação nacional sobre bem-estar animal e para que a Nova Zelândia e o Canadá estabelecessem equivalências em relação ao bem-estar animal no abate. O Instrumento de diálogo sectorial UE-Brasil no contexto de um memorando de entendimento sobre bem-estar animal também avançou. Paralelamente, a Comissão e os Estados Membros da UE também agiram a nível multilateral contribuindo para o processo de desenvolvimento, adopção e implementação das 14 normas internacionais da OIE em matéria de bem-estar animal e cooperando com a FAO.
Em relação ao Fundo Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) para implementar padrões de bem-estar animal que vão para além dos requisitos legislativos mínimos e que os pagamentos pelo bem-estar dos animais compensem os suinicultores pela perda de rendimento e/ou pelos custos adicionais derivados do cumprimento de compromissos que vão para além dos requisitos mínimos estabelecidos na legislação, trata-se de uma medida opcional e só um número limitado de Estados Membros utilizou esta possibilidade.
Durante a implementação da estratégia também se avaliou o nível de compreensão dos problemas de bem-estar animal dentro de diversos grupos como sejam o público em geral, estudantes, consumidores e profissionais que trabalham com animais. O objectivo era identificar onde persistem as deficiências e sugerir meios para melhorar os níveis de conhecimento através da educação e da difusão de informação.
Actividades em curso da Comissão sobre bem-estar animal
Em termos de aplicação, as duas prioridades-chave da Comissão foram e continuam a ser a protecção dos animais durante o transporte e o bem-estar dos suínos, com especial atenção ao corte das caudas.
No que diz respeito ao transporte de animais, a Comissão centrou o seu trabalho na abordagem dos desafios relacionados com as viagens de longa duração. Para garantir que a legislação seja aplicada correctamente, a Comissão auditou vários Estados Membros num projecto de três anos (2017-2019). Este projecto centrou-se exclusivamente no bem-estar dos animais exportados para Países Terceiros por estrada e por mar.
No que diz respeito ao bem-estar dos suínos, a Comissão desenvolveu actividades para ajudar os Estados Membros a melhorar o seu nível de cumprimento. Em Março de 2016, a Comissão adoptou uma Recomendação sobre a aplicação da Directiva 2008/120/CE através da qual se estabelecem normas mínimas para a protecção dos suínos no que diz respeito às medidas para reduzir a necessidade do corte de caudas. Foi acompanhado de um documento de trabalho que fornece as ferramentas técnicas para melhorar a aplicação e o cumprimento da legislação. O corte de caudas sé deve ser levado a cabo em circunstâncias estritamente definidas; contudo, muitos Estados Membros ainda o praticam de forma rotineira. Além da estratégia, a Comissão realizou auditorias nos Estados Membros para avaliar como estes utilizaram esta Recomendação para melhorar o cumprimento da legislação da UE. A Comissão também produziu um extenso material de comunicação para ajudar os suinicultores e estimulá-los, com diferentes abordagens, para evitar o corte rotineiro das caudas.