Novas abordagens aos problemas de sempre na transição

José Antonio Paños González Manuel Toledo Castillo
15-Mar-2021 (há 5 anos 24 dias)

Nos últimos anos, juntamente com o aumento de leitões desmamados por porca e ano, nas transições pioram os parâmetros técnicos em dois indicadores:

Problemas que afectam com maior frequência na fase de transição dos leitões

  1. Estreptococias suínas, tanto na sua forma aguda, produzindo meningite e morte, como na sua forma localizada, com o aumento da inflamação nas articulações.
  2. Processos entéricos produzidos por E. Coli: com a retirada do óxido de zinco houve um incremento dos processos digestivos, também influenciado pela qualidade do leitão e as condições de qualidade da água e instalações de transição.
  3. Processos entéricos por rotavirus ou outros vírus, que tendem a persistir nas instalações, mesmo após lavagem.
  4. O síndrome pós-desmame que tende a aparecer com mais frequência ligado à variabilidade de pesos ao desmame e ao maior número de leitões de menor peso, que têm maior dificuldade para ter um consumo adequado de ração nos primeiros dias pós-desmame.
  5. Doença de Glasser: processo que decorre comn febre e polisserosite (pericardite, inflamação das serosas com grande presença de fibrina. Os animais mostram-se abatidos, pálidos. As coxeiras e a tosse costumam ser muito frequentes

De seguida, serão mostrados os factores de risco e mecanismos de controlo para cada problemática, assim como os mecanismos de controlo geral nesta fase.

Estreptococias suínas

Cuadro 1. Patogenia de la estreptococia porcina.

Factores de risco e a sua correcção

  1. Co-infecção com PRRS que limita a capacidade de eliminação de estreptococos do pulmão, portanto, o impacto dos estreptococos é muito poderoso em animais nos quais o vírus PRRS é recirculado na transição.
  2. Maneio da ventilação, ventilação mínima, uma incorrecta renovação do volume de ar é um factor de risco para a apresentação clínica da doença. Controlo de correntes de ar em idade precoce.
  3. Densidades. Densidades incorrectas podem aumentar o grau de stress e ser um factor predisponente para o seu desenvolvimento.
  4. Limpeza e desinfecção das instalações incorrecta. A pressão de infecção ambiental é um factor de risco.
  5. A diarreia na maternidade e transição dá lugar a uma inflamação intestinal e por conseguinte a uma penetração de agentes de patogénicos (falhas na barreira intestinal).
  6. Na maternidade o corte de rabos é uma via de entrada, usar cauterizadores.

A abordagem deve estar direccionada para corrigir os factores de risco e estabilizar sanitariamente as porcas e portanto a transição.

Colibacilose

Cuadro 2. Desarrollo de la colibacilosis en transición.

Factores de risco na apresentação na transição

  1. Alterações bruscas de temperaturas: variações de 10 ° C e / ou baixas temperaturas aumentam a possibilidade da doença.
  2. Qualidade da água de bebida: águas acima de 1.500 microsiemens de condutividade são geralmente factores predisponentes. A água deve ter boa qualidade microbiológica e também boa qualidade físico-química.
  3. Digestibilidade e apetência da ração: reduzir o tempo de anorexia é de vital importância. A apresentação da ração em pratos pode garantir o consumo precoce da ração.

Tratamentos antibióticos na maternidade, se na maternidade foram realizados tratamentos antibióticos, isto dá origem a uma mudança na microbiota intestinal e provavelmente altera a integridade da barreira intestinal.

Síndrome pós-desmame

Cuadro 3. Patogenia del síndrome postdestete.Devido à queda no consumo ao desmame, os leitões perdem peso e podem ser colonizados por qualquer agente patogénico intestinal e levar a processos patológicos que resultam em falha no desenvolvimento. A queda no consumo de ração ao desmame leva à atrofia das vilosidades intestinais, que precisam de nutrientes no lúmen intestinal.

Factores a considerar:

  1. A higiene das instalações: agentes patogénicos como rotavirus e coronavirus, que geralmente persistem se a lavagem não for correcta, geralmente levam à perda de vilosidades e, portanto, a uma síndrome de má absorção.
  2. Temperatura de entrada dos leitões: Tª baixas levar
  3. ao a baixo consumo de ração e diarreia. Garantir entre 26-28ºC na entrada.
  4. Monitorização de CO2, se for alto devido à ventilação mínima inadequada, há perda de consumo.
  5. Controlo dos bebedouros: com bom caudal que permitam um consumo adequado de água.
  6. Qualidade da água de bebida, os leitões não comem se antes não beberem o suficiente. A qualidade microbiológica deve ser considerada, assim como a qualidade físico-química. Se a água for de boa qualidade físico-química, o uso de adoçantes ou aromatizantes não melhora o consumo de água.
  7. Uso de pratos nos parques para aumentar o consumo de ração e dar origem a um bom arranque dos leitões, pois limitamos os efeitos negativos que a anorexia tem nos leitões.

Cuadro 4. Interacción consumo de pienso y agua en la patología intestinal.

Doença de Glässer
Factores de risco:

Medidas de controlo:

  1. Maneio dos fluxos dos animais é muito importante conseguir a estabilização sanitária da fase de transição. A mistura de idades e ciclos contínuos costumam ser motivos para agravar o processo.
  2. Estabilizar as reprodutoras contra a PRRS e gripe já que as recirculações do vírus na transição aumentam significativamente a incidência da doença.
  3. Densidade dos animais e ventilação, são factores que determinam um forte stress e portanto incrementam a apresentação clínica.

Medidas de controlo gerais com importância crescente para minimizar os problemas na transição.

Os problemas de transição devem ser prevenidos e tratados de forma holística, considerando patologia, nutrição, gestão, instalações, fluxos, etc.