Relatório UE sobre tendências, fontes de zoonoses, agentes zoonóticos e surtos de doenças alimentares

EFSA (European Food Safety Authority) and ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), 2016. The European Union summary report on trends and sources of zoonoses, zoonotic agents and food-borne outbreaks in 2015. EFSA Journal 2016;14(12):4634, 231 pp.
doi:10.2903/j.efsa.2016.4634

16-Ago-2017 (há 8 anos 7 meses 23 dias)

Este relatório da EFSA (Agência Europeia de Segurança Alimentar) e ECDC (Centro Europeu para a Prevenção e Controlo das Doenças) apresenta os resultados das actividades de vigilância de zoonoses realizadas ao longo de 2015 em 32 países europeus (28 Estados Membros e 4 Estados Não Membros).

A campilobacteriose foi a zooonose mais frequentemente reportada (229.213 casos), pelo que continua a ser a doença transmitida pelos alimentos mais frequente na UE, com uma tendência crescente desde 2008. O Campylobacter encontra-se principalmente nofrango.

No que diz respeito às salmoneloses, segunda doença mais frequentemente transmitida pelos alimentos na UE, em 2015 foram notificados 94.625 casos, com que pressupõe um ligeiro aumento (1,9%) relativamente a 2014 (92.007 casos). O aumento observado nos últimos dos anos deve-se, em parte, à melhoria na vigilância e métodos diagnósticos. De referir a tendência significativamente decrescente de casos confirmados desde 2008, ainda que a proporção de casos por Salmonella enteritidis tenha aumentado. A maioria dos Estados Membros cumpriram os objectivos de redução de Salmonella para as aves de capoeira, principal fonte de infecção.

Apesar da significativa tendência crescente desde 2008, o número de casos de listeriose estabilizou em 2015.A Listeria monocytogenes rara vez superou o limite de segurança alimentar da UE nos alimentos prontos para el consumo. A doença afectou cerca de 2.200 pessoas, causando 270 mortes, o número mais elevado reportado na UE. A proporção de casos em pessoas de mais de 64 anos aumentou de maneira constante, de 56% em 2008 a 64% em 2015.

Em relação à yersiniosis, continua a tendência decrescente na UE desde 2008. As descobertas positivas para Yersinia foram notificadas principalmente na carne de porco e os seus produtos.

O número de casos confirmados por Escherichia coli produtora de toxina Shiga (STEC) foi similar ao de 2014. A carne de rumiantes foi o alimento em que foi notificada STEC com maior frequência.

Em 2015 foram notificados um total de 4.362 surtos de doenças transmitidas pelos alimentos (incluída a água). As bactérias foram os agentes causadores que foram detectados com mais frequência, seguidos de toxinas bacterianas, vírus e parasitas. O agente causador foi desconhecido em 33,5% dos surtos. Da mesma forma que em anos anteriores, a Salmonella nos ovos continuou a representar a combinação mais alta de agente de risco/alimento.

O relatório resume, além disso, as tendências e fontes de tuberculose causada por Mycobacterium bovis, Brucella, Trichinella, Echinococcus, Toxoplasma, raiva, Coxiella burnetii (febre Q), vírus do Nilo Ocidental e tularemia.