Níveis de lactose e suplementação com probióticos em dietas de leitões desmamados

Jeong, Y.D., Ko, H.S., Hosseindoust, A., Choi, Y.H., Chae, B.J., Yu, D.J., Cho, E.S., Kim, Y.H., Shim, S.M., Ra, C.S. and Kim, Y.I. 2018. Effects of Dietary Lactose Levels and Supplementation of Probiotics on Growth Performance in Weanling Pigs. Journal of Animal Science, 96, pp.42-43.https://doi.org/10.1093/jas/sky073.080

02-Nov-2018 (há 7 anos 5 meses 5 dias)

Recentemente foi avaliado o potencial da suplementação com probióticos e níveis de lactose na dieta para melhorar o rendimento dos leitões durante as primeiras semanas pós-desmame.

O objectivo do presente estudo foi avaliar as interacções entre o nível de lactose e um probiótico no rendimento dos leitões desmamados, na digestibilidade dos nutrientes, na microbiota intestinal e na emissão de gases fecais nocivos.

Um total de 240 leitões desmamados de 24 dias de idade foram distribuídos por um de quatro tratamentos dietéticos num estudo factorial 2x2: 1) dieta controlo sem probióticos nem suplementos de lactose; 2) dieta baixa em lactose (100 g/kg); 3) dieta de maior nível de lactose (200 g/kg) e 4) dieta suplementada com probióticos (0,5 g/kg). As dietas experimentais foram fornecidas durante 28 dias.

Não foram detectadas interacções entre os níveis de lactose e a suplementação com probióticos no GMD, IMD, índice de conversão e coeficiente de digestibilidade aparente do tracto total (CDATT) da matéria seca (MS), energia bruta (EB) e proteína bruta (PB). Os leitões alimentados com uma dieta suplementada com probióticos mostraram uma melhoria no GMD e IMD, enquanto que a suplementação com um alto conteúdo de lactose não teve um efeito significativo sobre estes dois parâmetros. No entanto, os leitões alimentados com dietas com 200 g de lactose/kg apresentaram um CDATT significativamente mais alto para a MS e EB em comparação com os leitões alimentados com dietas com um baixo nível de lactose. Além disso, o CDATT para a MS foi maior tanto nas dietas com alto conteúdo de lactose como de probióticos. Em relação à microbiota intestinal, a presença de E. coli no íleo e cego, reduziu-se nos tratamentos suplementados com probióticos. A colonização ileal de Salmonella spp. reduziu-se nas dietas suplementadas com probióticos e com alto nível de lactose. Não foram observados efeitos sobre os parâmetros morfológicos entre tratamentos dietéticos. As emissões fecais totais de carbono orgânico e de amónio foram menores nos leitões que receberam um alto nível de lactose ou dietas suplementadas com probióticos.

A suplementação probiótica melhorou o rendimento do crescimento e a digestibilidade da MS, enquanto que a suplementação com um alto conteúdo de lactose apenas aumentou a digestibilidade da MS. No entanto, tanto as dietas altas em lactose como as probióticas diminuíram a emissão de carbono orgânico e amónio.