Indústria das carnes alemã mantém-se estável

Quinta-feira, 10 de Maio de 2018/ MAPAMA/ Espanha.
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15-Mai-2018 (há 7 anos 10 meses 24 dias)

Segundo publicado pelo Ministério de Agricultura espanhol no seu boletim de notícias do exterior, as empresas da indústria de carnes alemã enfrentou, em 2017, um mercado difícil, segundo informou a Federação Alemã da Indústria de Produtos de Carne (BVDF). As dificuldades principais deveram-se a uma combinação de factores, tais como uma oferta reduzida de animais de abate, uma baixa procura de carne de porco - tanto na Alemanha como na União Europeia-, assim como uma tendência para a descida registada nas exportaçõnes de carne e derivados para países terceiros.

Quanto ao consumo total de carne foi observada uma diminuição relativamente a 2016 em 0,8%, situando-se este numa média de 59,7 Kg por cabeça o que, de acordo com os analistas, se deveu, exclusivamente, á queda do consumo de carne de porco, que em 2017 baixou para 35,8 Kg o que, em comparação com o ano anterior, pressupôs uma queda em 0,9%.

As quantidades exportadas pela Alemanha em 2017 reduziram-se relativamente ao ano anterior- em 3,4% situando-se em 4,1 milhões de toneladas das quais 14,3% corresponderam a produtos de carne (enchidos, preparados de carne).

Os importadores mais importantes foram, de novo, os países sócios da UE que dependendo do tipo de produto, compraram entre 80% e 90% das mercadorias exportadas. Quanto aos sub-produtos, o toucinho/bacon e gorduras destacaram com 60% nos países terceiros, nos quais ressaltou a China como cliente principal de Alemanha.

Uma situação parecida apresentou-se no caso das exportações de carne de porco fresca e congelada situando-se estas em 1,81 milhões de toneladas (-3,5%). Esta evolução deveu-se principalmente à queda dos negócios com a China com uma redução das venndas para esse país em 39% . As vendas realizadas no mercado interior da UE mantiveram-se relativamente estáveis em cerca de 1,4 milhões de toneladas.