C. Singh, M. Verdon, G. M. Cronin and P. H. Hemsworth. The behaviour and welfare of sows and piglets in farrowing crates or lactation pens. Animal. Volume 11, Issue 7. July 2017 , pp. 1210-1221. https://doi.org/10.1017/S1751731116002573
26-Dez-2017 (há 8 anos 3 meses 13 dias)O confinamento temporário durante o parto e o puerpério pode proporcionar um passo intermédio antes do alojamento das porcas em grupo.
A fim de investigar as implicações de substituir as jaulas de parto por um sistema de alojamento alternativo a partir dos 3 dias após o parto até ao desmame, foram realizadas 3 experiências.
Em cada experiência, as porcas pariam em jaulas e foram colocadas, aleatoriamente, no dia 3 de lactação na jaula de parto ou num curral com maior espaço (curral de lactação) até ao desmame. Na experiência 1, foram registados o crescimento do leitão e as lesões na pele das porcas e leitões, num total de 32 porcas e128 leitões destas ninhadas. Também foi registado o comportamento dos leitões lactantes em 24 destas ninhadas (96 leitões). Na experiência 2 foram registadas as lesões na pele e comportamento em 28 porcas e 112 leitões. Também foi avaliada a resposta de comportamento das porcas à vocalização dos leitões (prova de resposta materna (MRT)). Na experiência 3, foi registada a mortalidade dos leitões do dia 3 de lactação até ao desmame em 672 ninhadas durante 12 meses.
Se bem que o tipo de alojamento não tenha afectado o aumento de peso dos leitões na experiência 1, nem as lesões cutâneas dos leitões nas experiências 1 ou 2, as porcas de ambas as experiências mostraram mais lesões quando estavam alojadas nos currais de lactação em comparação com as jaulas de parto (experiência 1, 2,9 vs 1,4; experiência 2, 2,5 vs. 0,8 lesões por porca). As interacções porca-leitão foram mais frequentes nos currais de lactação que nas jaulas de parto nos dias 11 e 18 pós-parto na experiência 1 (dia 11, 1,4% vs. 1,2%, dia 18, 1,7% vs. 1,0% das observações) e experiência 2 (dia 11, 1,0% vs. 0,3% e dia 18 1,0% vs. 0,6% das observações) e as porcas em currais de lactação mostraram-se mais receptivas à MRT na experiência 2 (2 vs. 0 mediana do número de testes dos quais as porcas reagiram). Na experiência 1 os leitões brincaram mais (0,7% vs. 0,3% das observações) e manipularam menos (0,3% vs. 0,7% das observações) nos currais de lactação, mas mais leitões passaram em branco os periodos de lactação (0,2 vs. 0,1 leitões/periodo) comparado com as jaulas de parto. Não houve nenhum efeito do alojamento sobre a mortalidade dos leitões a partir do dia 3 de lactação até ao desmame na experiência 3 (0,63 e 0,64 mortes/ninhada para curral de lactação e jaula de partos, respectivamente).
O alojamento de porcas e ninhadas em currais de lactação a partir do dia 3 de lactação reduz ao mínimo a mortalidade dos leitões e melhora o comportamento materno nas porcas e o comportamento social nos leitões.