UE: mais provas apontam para a relação entre o uso de antibióticos e a resistência aos mesmos

Quinta-Feira, 27 de Julho de 2017/ EFSA/ União Europeia.
http://www.efsa.europa.eu

06-Set-2017 (há 8 anos 7 meses 2 dias)

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, a Agência Europeia do Medicamentos e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças estão preocupados pelo impacto do uso de antibióticos no aumento de bactérias resistentes aos antibióticos.

Diferentes panoramas

O relatório conjunto da Análise Interinstitucional de Consumo e Resistência de Antimicrobianos (JIACRA) destaca que ainda existem importantes diferenças em toda a UE no uso de antibióticos em animais e seres humanos. Reduzir o uso desnecessário terá um impacto no aparecimento de resistências.

O uso geral de antibióticos é maior em animais produtores de alimentos que em humanos, mas a situação varia de um país para país e em função dos antibióticos.

Em particular, as chamadas polimixinas - que incluem a colistina - são amplamente utilizadas no sector veterinário mas também se utilizam cada vez mais nos hospitais para tratar infecções multi-resistentes.

Outros antibióticos são usados com mais frequência em seres humanos do que em animais. Estes incluem as cefalosporinas de terceira e quarta geração e as quinolonas, antibióticos que também são considerados criticamente importantes para a saúde humana.

Relação entre o uso de antibióticos e a resistência

O relatório assinala que a resistência às quinolonas, utilizadas para tratar a salmonelose e a campilobacteriose em seres humanos, está associada ao uso de antibióticos em animais. O uso de cefalosporinas de terceira e quarta geração para o tratamento de infecções provocadas por E. coli e outras bactérias em humanos está associada à resistência a estes antibióticos em E. coli encontrada em seres humanos.

A cooperação estimula melhores relatórios e análises

O relatório apresentado é o resultado de uma estreita cooperação entre os três organismos da UE, cada um deles baseando-se na sua experiência específica e nos dados da vigilância da resistência aos antibióticos e ao consumo de antibióticos em animais e seres humanos.

As conclusões obtidas estão em linha com as do primeiro relatório publicado em 2015. Contudo, a disponibilidade de dados de melhor qualidade permitiu uma análise mais sofisticada.

Os peritos das três agências recomendam investigações adicionais para entender melhor como o uso de antibióticos e a resistência se afectam mutuamente.


Relatório sobre o consumo de agentes antimicrobianos e o aparecimento de resistência antimicrobiana em bactérias de seres humanos e de animais produtores de alimentos.