Efeito das aberturas do slat nas emissões de amoníaco e gases de efeito estufa em porcas gestantes

F. X. Philippe, M. Laitat, J. Wavreille, B. Nicks. Floor slat openings impact ammonia and greenhouse gas emissions associated with group-housed gestating sows. animal. Volume 10, Issue 12. December 2016, pp. 2027-2033. DOI: https://doi.org/10.1017/S1751731116000938

16-Mai-2017 (há 8 anos 10 meses 23 dias)

De acordo com a legislação vigente na União Europeia, as porcas gestantes alojadas em grupo devem ter um mínimo de 2,25 m2 de pavimento por porca por , pelo menos, 1,3 m2 de solo sólido contínuo dos quais 15% restante está reservado para as aberturas de drenagem.

O objectivo da experiência foi quantificar o impacto de diferentes aberturas de drenagem sobre as emissões de amoníaco e gases de efeito estufa. Para isso foram utilizados 3 lotes sucessivos de 10 porcas gestantes. Cada lote foi dividido em 2 grupos alojados em separado em 2 currais idênticos com volume e superfície idênticas, com aberturas de drenagem na parte sólida do solo de 15% no primeiro curral e de 2,5% no segundo. As emissões de gases (amoníaco (NH3), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), dióxido de carbono (CO2) e vapor de água (H2O)) foram medidas 3 vezes durante 6 dias consecutivos.

As emissões gasosas foram significativamente menores com 15% de aberturas de drenagem com reduções de 19% para NH3 (12,77 v. 15,83 g/dia e porca), 15% para CH4 (10,15 v. 11,91 g/dia e porca), 10% para N2O (0,47 vs 0,52 g/dia e porca), 9% para CO2 (2,41 vs 2,66 kg/dia e porca) e 13% para  H2O (3,25 v. 3,75 kg/dia e porca).

Este ensaio mostrou a vantagem , do ponto de vista ambiental, de utilizar aberturas de drenagem de 15% na parte sólida dos pavimentos com slatt parcial nos currais para porcas gestantes alojadas em grupo.