Recomendações aos agricultores sobre a cadeia de fornecimento de alimentos

Segunda-Feira, 14 de Novembro de 2016/ CE/ União Europeia.
http://europa.eu/rapid

16-Nov-2016 (há 9 anos 4 meses 23 dias)

O Grupo Operativo sobre mercados agrícolas, presidido pelo antigo Ministro da Agricultura dos Países Baixos e Professor Universitário, Cees Veerman, apresentou o seu relatório ao Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE, Phill Hogan.

A criação de um Grupo operativo, formado por doze peritos independentes, é o reflexo da preocupação crescente sobre a evolução mundial da cadeia de fornecimento de alimentos e, em particular, sobre a posição do produtor na referida cadeia. Por isso, pediu-se ao Grupo Operativo que analisasse diversas questões relevantes, sempre com vista a melhorar a posição dos agricultores na cadeia alimentar.

Ante o temor de que os agricultores fiquem com a pior parte da volatilidade dos preços e dos períodos prolongados de baixos preços, o relatório do Grupo Operativo conclui que no âmbito político pelo que se regula a cadeia de fornecimento «pode e deve continuar a  ser melhorada». Entre as demais conclusões, o relatório insta a que se adoptem novas normas a nível da UE para abordar algumas práticas comerciais desleais, bem como a que se estabeleçam sistemas de cumprimento eficazes nos Estados Membros, como por exemplo o recurso a um árbitro.

Além disso, também se recomenda aumentar a transparência do mercado, reforçar a cooperação entre os agricultores, facilitar o acesso destes últimos ao financiamento e melhorar a utilização de ferramentas de gestão de risco. Em concreto, o relatório do Grupo Operativo recomenda que:

Criado em Janeiro de 2016, o Grupo Operativo sobre Mercados Agrícolas também abordou algumas questões que contribuirão para o debate sobre a Política Agrícola Comúm (PAC) após 2020, salientando os desafios surgidos com as alterações climáticas bem como na escassez de água e de energias fósseis.

O relatório também menciona a importância de remunerar os agricultores pelo fornecimento de bens e serviços públicos e sugere a possibilidade de introduzir elementos políticos integrados de gestão de risco ao nível da UE. Finalmente, destaca a importância da investigação e da inovação, bem como de atrair agricultores jovens ao sector, como resposta aos futuros desafios.