01 de novembro de 2026/ Mapa/ Brasil.
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Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia completa, neste domingo (1º), seis meses de aplicação provisória. Nos primeiros cinco meses de vigência, as exportações do agronegócio brasileiro para o bloco europeu cresceram 14,8% em valor, na comparação com o mesmo período de 2025, e alcançaram US$ 12,21 bilhões, segundo dados do sistema Agrostat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entre maio e setembro de 2026, o Brasil exportou 17,74 milhões de toneladas de produtos agropecuários e agroindustriais para os 27 países da União, volume 8,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando foram embarcadas 16,42 milhões de toneladas.
O resultado foi impulsionado pelo desempenho de diferentes segmentos, como o complexo soja, as carnes, os produtos apícolas e as frutas. O período também marca o início do aproveitamento das preferências tarifárias previstas no acordo comercial para determinados produtos brasileiros.
As exportações de carnes cresceram 103,5% em valor e 170% em volume, passando de 101 mil para 272 mil toneladas.
O complexo soja, que reúne grãos, farelo e óleo, permaneceu como o principal segmento das exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia. As vendas passaram de US$ 3,12 bilhões, entre maio e setembro de 2025, para US$ 4,19 bilhões no mesmo período de 2026, crescimento de 34,2% em valor e de 20,5% em volume.
A soja em grãos registrou aumento de 49% em valor e de 35,1% em volume. Já as exportações de farelo de soja cresceram 22,5% em valor e 10,6% em volume.

PERSPECTIVAS
Os resultados de maio a setembro de 2026 indicam crescimento das exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia tanto em valor quanto em volume, além da ampliação do superávit comercial. O desempenho positivo de diferentes segmentos evidencia oportunidades para diversificar a pauta exportadora e ampliar a presença dos produtos nacionais no mercado europeu.
O aproveitamento das condições negociadas dependerá da implementação gradual dos compromissos comerciais, da utilização das preferências tarifárias e do atendimento às exigências sanitárias e ambientais do bloco. O acompanhamento dos fluxos comerciais permitirá avaliar os efeitos do acordo e identificar novas oportunidades para o agronegócio brasileiro.
SOBRE O ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA
Assinado em 17 de janeiro de 2026, o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia reúne compromissos de diálogo político, cooperação e comércio e conecta mercados que, juntos, representam aproximadamente 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões.
A aplicação provisória do Acordo Provisório de Comércio (ITA, na sigla em inglês) começou em 1º de maio de 2026. O instrumento reproduz as disposições comerciais da parceria e estabelece condições para ampliar o intercâmbio entre os dois blocos, incluindo cronogramas de redução tarifária e regras de acesso aos mercados.
A entrada em vigor definitiva do acordo de parceria depende da conclusão dos procedimentos de aprovação e ratificação previstos para os dois blocos. Enquanto isso, a aplicação provisória permite que os compromissos comerciais sejam implementados conforme as condições negociadas.
Pelos termos do acordo, a União Europeia prevê a liberalização total ou parcial de aproximadamente 99% das exportações agrícolas brasileiras ao mercado europeu, por meio da eliminação de tarifas ou de condições preferenciais de acesso, incluindo cotas para determinados produtos.
Mais informações sobre o acordo estão disponíveis no portal Siscomex.