Milho e soja: projeções do USDA para a safra 2026/2027 – outubro de 2026

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Redação: Departamento de Economia e Sustentabilidade da 333 América Latina.

16-Out-2026 (há 8 dias)

As projeções de outubro confirmam uma oferta de milho maior do que a prevista nos Estados Unidos, o que pressiona os preços internacionais para baixo, apesar da forte redução da produção na União Europeia e das persistentes interrupções no comércio marítimo da Ucrânia. A soja, por outro lado, amplia sua expansão: a recuperação da safra norte-americana e o crescimento das exportações de farelo de soja dos EUA reforçam uma oferta global robusta, mesmo com a redução dos embarques argentinos.Projeção da produção dos principais produtores mundiais de milho e soja – safra 2026/27 em comparação com o ciclo 2025/26 – última atualização: 9 de outubro de 2026.

Milho

O relatório de outubro não apresenta um artigo de destaque específico sobre o milho — a matéria principal concentra-se nas importações de cevada —, mas a seção de grãos secundários traz o principal contexto do mês: o mercado reagiu com queda nos preços após o relatório de estoques de grãos do Serviço Nacional de Estatísticas Agrícolas (NASS), de 30 de setembro, revisar para cima os estoques de milho da safra anterior nos EUA, contrariando as expectativas de uma oferta mais restrita que predominavam no mercado. Os preços ofertados para exportação recuaram em todas as origens: nos EUA, caíram US$ 14/t, chegando a US$ 239/t; no Brasil, diminuíram US$ 8/t, devido à pressão sazonal da colheita da safrinha; e, na Argentina, permaneceram praticamente estáveis, em US$ 219/t. Enquanto isso, a Ucrânia continua sem divulgar cotações desde 1º de setembro, devido aos ataques à sua infraestrutura portuária.

Produção

Exportações

Importações

Estoques

Soja

O destaque do relatório deste mês está nas exportações norte-americanas de farelo de soja, que, segundo projeções do USDA, devem atingir um recorde histórico de 20,6 milhões de toneladas na safra 2026/27 (+11% em relação ao ano anterior), impulsionadas por uma safra maior e pelo aumento da capacidade de esmagamento no mercado interno. Na primeira semana da safra, as vendas ainda pendentes de embarque já ultrapassavam 5,1 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano anterior. Filipinas, México, Canadá, Colômbia e Vietnã figuravam entre os principais mercados de destino. O México, em particular, superou em 147 mil toneladas a média dos últimos cinco anos para as vendas da primeira semana.

Produção

Exportações

Importações

Estoques