17 de julho de 2026/ Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE/ União Europeia.
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Os dados de abate da União Europeia mostram que, nos primeiros quatro meses de 2026, a produção do bloco aumentou tanto em volume (+2,2%) quanto em número de cabeças (+1,7%) em comparação com o mesmo período de 2025.
Os maiores aumentos foram registrados na Grécia, Eslováquia e Croácia, enquanto as maiores reduções ocorreram na Letônia, Estônia e Países Baixos. Houve crescimento da produção na maioria dos Estados-membros da UE, incluindo alguns dos principais produtores, como Espanha, França, Polônia e Dinamarca. Já nos Países Baixos, a queda da produção continua.
A produção da UE entre janeiro e abril de 2026 alcançou 7,6 milhões de toneladas, correspondentes a 77,4 milhões de cabeças. A Espanha respondeu por aproximadamente um quarto da produção europeia (25,2%) e foi o maior produtor, seguida pela Alemanha (19,2%), França (9,5%) e Polônia (9%).
De forma geral, entre janeiro e março de 2026, as exportações de carne suína da UE somaram 1,15 milhão de toneladas, com valor de € 2,8 bilhões. Em comparação com o período de janeiro a março de 2025, o volume exportado aumentou 1,2%, enquanto o valor caiu 12,1%.
As exportações cresceram para a Coreia do Sul, o Vietnã, a Costa do Marfim e Austrália. Por outro lado, diminuíram para a China, o Reino Unido, as Filipinas, o Japão e os Estados Unidos, sendo a redução dos embarques para a China a maior em termos absolutos.
A China permanece como o principal destino da carne suína exportada pela UE, representando 21,0% do volume total. O Reino Unido aparece como o segundo maior mercado, com participação de 17,8%.
Em valor, o Reino Unido representa 26,8% das exportações da UE (€ 753 milhões), uma redução de 10,9% em comparação com janeiro a março do ano anterior. Na sequência aparece a China, com 13,8% do valor exportado (€ 387 milhões), após uma queda de 33,9%.
Os principais Estados-membros exportadores, em ordem de volume, foram Espanha, responsável por 29% das exportações da UE, seguida por Dinamarca, Países Baixos, Alemanha e França. Juntos, esses países representaram mais de 75% das exportações do bloco.
Por categoria de produto, as exportações de carnes entre janeiro e março de 2026 foram superiores às registradas em 2025. A Coreia do Sul foi o principal importador de carne congelada da União Europeia.
Os volumes exportados de banha, gorduras e miúdos diminuíram, especialmente para a China e as Filipinas, enquanto aumentaram para o Vietnã e a Costa do Marfim. As exportações de animais vivos também cresceram.
De forma geral, as importações da UE entre janeiro e março de 2026 alcançaram 43 mil toneladas, com valor de € 88,0 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2025, o volume importado aumentou 8,5%, enquanto o valor total cresceu 1,3%.
As exportações britânicas para a UE representam 63% das importações realizadas pelos Estados-membros e permanecem praticamente estáveis (+0,1%).
As importações provenientes da Suíça representam 9,0% do total e diminuíram 5,8%, enquanto as provenientes do Chile caíram 35%, passando a representar 4,0% do mercado.
O Reino Unido exporta principalmente carne para a União Europeia. As importações europeias provenientes da Suíça são compostas predominantemente por gordura suína e miúdos, enquanto as importações do Chile são formadas principalmente por carne congelada.