África do Sul: suinocultores recompõem rebanhos com redução dos surtos de doenças

09 de julho de 2026/ África do Sul.
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22-Jul-2026 (hoje)

Desde abril de 2026, as granjas comerciais não registraram novos casos de PSA, enquanto os focos de febre aftosa também diminuíram de forma significativa. Esse cenário tem favorecido a rentabilidade dos produtores, impulsionada pela redução dos custos com alimentação e pela manutenção de preços firmes da carne suína, embora o aumento das importações já comece a pressionar o mercado interno.

Os surtos ocorridos no fim de 2025 provocaram uma redução do efetivo suíno, resultando em uma queda de 5,1% no abate e na produção de carne suína no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a queda nos preços do milho ajudou a compensar parte das perdas, ampliando as margens dos produtores.

Além disso, o maior acesso à vacinação e a ampliação da capacidade de abate de animais provenientes de áreas afetadas pela febre aftosa têm fortalecido a recuperação do setor.

A recomposição dos rebanhos, entretanto, será gradual. As propriedades atingidas pela PSA precisam cumprir períodos de quarentena antes de reiniciar o povoamento com matrizes. As projeções do setor indicam que os rebanhos reprodutores deverão retornar aos níveis anteriores aos surtos até o final de 2026, enquanto a capacidade total de produção deve ser restabelecida ao longo dos próximos 12 meses.

Apesar da melhora no cenário sanitário, os produtores seguem atentos aos desafios econômicos. O aumento das importações de carne suína pressiona os preços domésticos, e há preocupação com uma possível elevação dos custos de alimentação em 2027, caso condições climáticas adversas afetem as safras ou os preços globais dos fertilizantes continuem em alta. Por outro lado, a expectativa de boas colheitas de milho e soja deve manter os custos da ração relativamente baixos no curto prazo, sustentando a recuperação da atividade.