03 de julho de 2026/ FAO.
https://www.fao.org
O Índice de Preços dos Cereais da FAO atingiu média de 110,2 pontos em junho, queda de 4,0 pontos (3,5%) em relação a maio, mas ainda 2,9 pontos (2,7%) acima do nível registrado em junho de 2025.
Os preços mundiais do trigo caíram 4,4%, uma vez que o rápido avanço da colheita e as perspectivas de ampla oferta na região do Mar Negro superaram as preocupações com as perspectivas das safras nos Estados Unidos e na Austrália. Embora as chuvas recentes tenham reduzido os riscos em algumas regiões da Austrália, a seca relacionada ao El Niño e os custos mais elevados dos insumos continuaram pressionando as perspectivas de produção.
Uma pressão adicional de queda veio do fortalecimento do dólar dos Estados Unidos e do enfraquecimento dos mercados de energia, em meio às expectativas de redução das tensões em torno do Estreito de Ormuz.
Os preços mundiais do milho também caíram, com retração de 6,2%, refletindo perspectivas de oferta abundante nos países exportadores da América do Sul, além da queda nos preços do petróleo bruto, que pressionou a demanda por biocombustíveis.
Entre os demais cereais secundários, os preços internacionais da cevada e do sorgo caíram 3,4% e 7,7%, respectivamente. Essa queda foi sustentada pela melhora nas perspectivas de produção e pelos reflexos dos mercados mais fracos de milho e trigo, que reduziram a competitividade do sorgo e da cevada como grãos destinados à alimentação animal.
Em contrapartida, o Índice de Preços de Todo o Arroz da FAO aumentou 3,2% em junho de 2026, impulsionado pelo fortalecimento da demanda asiática por arroz Indica, enquanto preocupações climáticas e custos elevados de produção, transporte e comercialização deram suporte às cotações dos arrozes não aromáticos.