Brasil reafirma seu papel estratégico em alimentos, energia e matérias-primas diante de fórum internacional do agro

22 de junho de 2026/ Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura.
https://iica.int/es/

30-Jun-2026 (ontem)

O Brasil confirmou, nesta semana, sua posição como ator-chave na agenda global de segurança alimentar, energia renovável e sustentabilidade agropecuária. O Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2026), realizado em 22 de junho, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, reuniu autoridades governamentais, lideranças do setor privado, representantes de organismos internacionais — entre eles o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a FAO — e acadêmicos para analisar os desafios e oportunidades do agro brasileiro no cenário mundial.

O fórum, organizado pelo Canal Rural e pela BR IN Eventos, com apoio do Sistema Famasul, debateu temas que impactam diretamente a estrutura de custos e a competitividade da produção pecuária na América Latina: preços e disponibilidade de grãos, biocombustíveis, logística de exportação e o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Um dos pontos de maior interesse para o setor suinícola foi a apresentação sobre o etanol de milho e seus coprodutos. Andrea Veríssimo, diretora de Relações Internacionais da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), destacou que a cadeia do etanol de milho gera grãos secos de destilaria (DDG, na sigla em inglês) e outros subprodutos com alto valor nutricional para a alimentação animal. Segundo Veríssimo, esse modelo produtivo complementa (em vez de competir com) a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que posiciona o Brasil como fornecedor de insumos para a indústria pecuária regional.

A agenda também abordou a Rota Bioceânica como corredor logístico estratégico para reduzir os custos de exportação do Centro-Oeste brasileiro para mercados da Ásia e do Pacífico, o que poderia impactar os preços de referência de grãos como milho e soja nos mercados latino-americanos.

O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, sintetizou a postura do encontro ao relacionar a produção agropecuária à estabilidade geopolítica global, destacando que os países produtores têm responsabilidade direta no abastecimento mundial de alimentos.

O FIAP 2026 foi concluído com a participação do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e de representantes da ApexBrasil, agência de promoção do comércio exterior do país, reforçando o caráter estratégico que o Brasil atribui ao seu setor agropecuário na negociação com mercados internacionais.