Novo parvovírus suíno identificado na Dinamarca

18 de junho de 2026 / Universidade de Copenhagen/ Dinamarca.
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29-Jun-2026 (há 22 dias)

Um novo parvovírus suíno (nPPV), anteriormente relatado nos Países Baixos, também foi identificado na Dinamarca, em uma granja de matrizes onde alguns animais apresentaram sinais clínicos compatíveis com a nova síndrome, incluindo olhos salientes, lesões de pele, alopecia e atraso no crescimento.

O vírus foi detectado no fígado e no baço de todos os suínos testados na Universidade de Copenhague, e o sequenciamento genético revelou grande semelhança com as cepas holandesas. No entanto, ainda não se sabe como ou quando o vírus foi introduzido nos rebanhos dinamarqueses.

A síndrome, descrita pela primeira vez nos Países Baixos no outono de 2024, pode afetar até 80% dos leitões em metade das leitegadas e atinge principalmente os animais mais jovens.

Além das lesões de pele e nos olhos, foram observados crescimento reduzido, diarreia pós-desmame e sintomas respiratórios inespecíficos, enquanto a mortalidade geralmente permanece baixa. O curso da infecção em uma granja é de 3 a 6 meses, sugerindo o desenvolvimento de imunidade natural. Até o primeiro semestre de 2025, o vírus já havia sido detectado em mais de 70 granjas holandesas, indicando disseminação significativa.

O novo agente pertence à família dos parvovírus, mas é geneticamente distinto do parvovírus suíno clássico (PPV), causador da síndrome SMEDI, e as vacinas contra PPV atualmente disponíveis não parecem oferecer proteção contra ele. Além disso, o vírus não pode ser detectado pelos testes de PCR padrão utilizados para PPV, sendo necessários métodos diagnósticos específicos, que já foram desenvolvidos nos Países Baixos e na Universidade de Copenhague.

Embora o novo parvovírus tenha sido identificado em todos os animais sintomáticos examinados, ainda não foi estabelecida uma relação causal definitiva entre a infecção e a síndrome clínica observada.

Novos estudos epidemiológicos e ensaios experimentais serão necessários para confirmar seu papel patogênico. Enquanto isso, pesquisadores recomendam que criadores e médicos-veterinários fiquem atentos aos sinais clínicos descritos e comuniquem qualquer caso suspeito, a fim de esclarecer a disseminação do vírus para além dos Países Baixos e da Dinamarca.