Tecnologias para a avaliação automática do bem-estar suinícola por meio de indicadores baseados nos animais em abatedouros: uma revisão

Ramon-Perez A, Camerlink I, van Staaveren N, Maschat K, van Langeveld K, Banhazi T, Fels M, Jachens M, Maselyne J, Forkman B, Llonch P. Technologies for automatic assessment of pig welfare using animal-based indicators in the slaughterhouse: a review. Biosystems Engineering, Volume 259, 2025, 104286, ISSN 1537-5110. https://doi.org/10.1016/j.biosystemseng.2025.104286

18-Ago-2026 (há 1 meses 4 dias)

A maioria das espécies destinadas à produção de carne finaliza sua vida em abatedouros. Nesse ambiente, concentram-se animais provenientes de diferentes granjas, o que permite a coleta de uma grande quantidade de dados, incluindo aqueles relacionados ao bem-estar. A avaliação do bem-estar animal requer indicadores confiáveis, especialmente os baseados no próprio animal. A avaliação automatizada do bem-estar oferece monitoramento contínuo, objetivo e consistente de grandes volumes de animais, eliminando o viés humano e a fadiga associada às linhas de abate de alta velocidade, além de reduzir a necessidade de visitas às granjas.

Objetivo: Esta revisão identifica indicadores de bem-estar baseados nos animais que podem ser medidos automaticamente em abatedouros suinícolas e analisa as tecnologias de Pecuária de Precisão disponíveis comercialmente para uso em abatedouros, incluindo protótipos e tecnologias desenvolvidas para granjas que possam ser adaptadas e aplicadas nesse contexto.

Métodos: Foi utilizada uma metodologia em três etapas: uma revisão sistemática da literatura, seguida por uma busca comercial abrangente e, por fim, uma consulta a especialistas para confirmar a identificação de todas as tecnologias.

Resultados: Foram identificadas 16 tecnologias aplicáveis em abatedouros e 71 tecnologias destinadas ao uso em granjas. Destas, 52 foram consideradas potencialmente viáveis para implementação em abatedouros, enquanto 19 foram descartadas devido a incompatibilidades com os objetivos do abate, como comportamento alimentar ou detecção de cio. Os resultados também destacaram a necessidade de incluir a avaliação automatizada do bem-estar durante o transporte, a fim de garantir um monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva.

Conclusão: Embora os sistemas automatizados para o controle do bem-estar suinícola apresentem grande potencial, ainda existem desafios para sua implementação prática e adoção em larga escala, sendo necessária a colaboração entre pesquisadores, empresas do setor e empresas de tecnologia para aproveitar plenamente seus benefícios.